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Dono da Fruut quer comprar empresa falida de Moimenta da Beira

 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
10.01.24
fotografia: Jornal do Centro
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 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
10.01.24
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Dono da Fruut quer comprar empresa falida de Moimenta da Beira

O empresário Henrique Cabral Menezes, dono da marca de fruta desidratada Fruut, quer comprar uma empresa de maçãs falida em Moimenta da Beira. O gestor, que foi administrador financeiro da Caixa Geral de Depósitos (CGD), está disposto a pagar até seis milhões de euros para ficar com a Desfruta.

A informação é avançada pelo Jornal de Negócios. A Desfruta declarou insolvência no último verão e despediu os cerca de 40 trabalhadores por falta de dinheiro para pagar os salários, tendo dívidas de aproximadamente 11 milhões de euros. A empresa ainda apresentou um plano de recuperação aos credores, mas o documento acabou por ser chumbado e o Tribunal decretou a liquidação dos ativos.

Agora, Henrique Cabral Menezes mostra-se disponível para comprar a Desfruta. O empresário adianta que, com esta aquisição, passaria a conservar 18 mil toneladas espalhadas por quatro instalações.

Henrique Menezes já investiu 15 milhões de euros no setor das maçãs desde 2017, depois de ter renunciado à administração da CGD. Nesse ano, deixou Lisboa e regressou a Viseu para gerir o negócio familiar da Quinta de Vilar. O empresário tem agora 65 hectares de produção, a maioria (42) no concelho de Sátão.

Desde que o projeto da Fruut arrancou há mais de dez anos, já foram salvas quase 10 mil toneladas de fruta e vendidas 25 milhões de embalagens em 35 países.

Em maio passado, a Quinta de Vilar comprou a empresa Frutas Cruzeiro em Armamar por quatro milhões de euros, tornando-se dona da maior operadora de capacidade de conservação da maçã na zona da Beira Interior e passando a conservar 12 700 toneladas de fruta fresca.

Em 2023, o volume de negócios do grupo de Henrique Menezes ultrapassou os nove milhões de euros. Para 2024, a expetativa é atingir os 11 milhões de euros. A Quinta de Vilar emprega atualmente 73 pessoas, das quais 28 estão alocadas à Fruut.

As exportações representaram 45 por cento das vendas da Quinta de Vilar, com destaque para os mercados inglês, espanhol, escandinavo, holandês, israelita e coreano.

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