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As crianças do ATL e os utentes do Centro de Dia, do Centro Paroquial de Rio de Loba, em Viseu, uniram-se para criar uma árvore de Natal. Uma iniciativa que teve como grande objetivo juntar gerações e reutilizar materiais.
Com quatro metros, esta árvore teve a colaboração de cerca de 20 crianças, entre os 10 e os 12 anos, e oito idosos. Apesar de todos terem participado, por causa da pandemia miúdos e graúdos não puderam estar juntos mas, no final, o trabalho foi de verdadeira união.
Para construir a árvore de Natal, que está exposta à entrada do Centro Paroquial de Rio de Loba, foi preciso criar uma estrutura em madeira e rede, e depois aplicar na rede sacos do lixo. Para os enfeites, foram usadas fitas de cetim e feltro.
Rosa Fonseca foi uma das utentes a participar na iniciativa. Um regresso “em grande” ao Centro de Dia, que esteve fechado mais de um ano, por causa da pandemia.
“Foi muito bom, estávamos entretidos e assim sempre vamos trabalhando”, contou Rosa Fonseca. Com um brilho nos olhos, lembrou que “não foi fácil, mas no fim fica tudo tão bonito que compensa”.
Quem também não escondeu que não foi tarefa fácil foi Clara Espadinha, outra utente do Centro de Dia. “Foi muito bom participar, apesar de os dedos terem ficado cansados”, atirou entre sorrisos.
A “culpa” destas aventuras são atribuídas a Vanda Rodrigues e Marta Costa, educadoras sociais na instituição – e a Filipe Ramos (assistente social) que também ajudou.
Vanda coordenou os mais velhos, Marta os mais novos. Não escondem o orgulho nos seus “artistas” e acreditam que estas iniciativas valorizam os mais pequenos e os mais velhos.
“O nosso Centro fazia muitas atividades intergeracionais, mas com a pandemia não conseguimos. Esta árvore acaba por ser o símbolo dessa junção de duas gerações, que mesmo separados fizeram este trabalho em conjunto. E é uma forma de os valorizar e de os fazer sentirem-se úteis”, explicou Vanda Rodrigues.
A educadora social lembrou ainda que nesta iniciativa pretendeu-se também passar uma mensagem de reutilização de materiais. “Enquanto educadoras sociais, é importante conseguirmos passar a mensagem que mesmo estando em fim de de vida útil, os materiais conseguem ter uma nova vida”, frisou.
Já Marta Costa não tem dúvidas que, para os mais novos, que estão sempre prontos para fazer estas atividades manuais, “saberem que era algo tão grande ainda lhes deu mais motivação”.
Para os “artistas”, estão são iniciativas que “valem a pena” e, apesar de até darem “algum trabalho”, a verdade é que aguardam, ansiosamente, pelo próximo desafio!