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E agora?

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
15.10.25
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 E agora?

por
João Ferreira da Cruz

A eleição de João Azevedo para a presidência da Câmara Municipal de Viseu representa uma inflexão histórica no xadrez político do concelho. Pela primeira vez desde o 25 de Abril de 1974, o Partido Socialista conquista a liderança de um município tradicionalmente governado pelo Partido Social Democrata. Esta vitória, protagonizada por um antigo autarca de Mangualde, assinala o início de um novo ciclo político, marcado por elevadas expectativas — e por um quadro institucional complexo.

João Azevedo apresentou-se ao eleitorado como o rosto da renovação e da proximidade. A sua campanha assentou na promessa de revitalizar o concelho através de uma maior coesão territorial, do reforço dos serviços públicos e de um investimento claro nas políticas sociais. O seu percurso político, consolidado pela experiência executiva em Mangualde, contribuiu para a construção de uma imagem de competência e capacidade de execução.

A governação anunciada privilegia a valorização do interior, a criação de incentivos para a fixação de população jovem e empresas, e a aposta em medidas concretas, como o acesso gratuito aos transportes urbanos, o alargamento da oferta de habitação acessível e o estímulo à participação cívica.

Apesar da vitória eleitoral, o executivo socialista enfrenta um cenário de elevada fragmentação política. Com 42,28% dos votos contra os 40,88% do PSD, o PS alcançou uma margem tangencial (1,4%), e a composição da Assembleia Municipal traduz esse equilíbrio: 12 mandatos para o PS, 12 para o PSD e 3 para o Chega — partido que, assim, se torna o fiel da balança em votações cruciais.

Acresce que o PSD mantém a presidência da maioria das juntas de freguesia (18 em 25), o que poderá dificultar a implementação uniforme das políticas municipais no território. A herança de décadas de governação social-democrata criou ainda uma estrutura administrativa habituada a determinados processos e lógicas de funcionamento, cuja adaptação ao novo estilo de liderança poderá não ser imediata.

O principal desafio de João Azevedo reside na gestão das expectativas geradas pela sua eleição. As populações esperam mudanças céleres e visíveis, mas a realidade dos constrangimentos orçamentais, da burocracia e da própria resistência institucional poderá comprometer o ritmo das reformas.

Será também necessário encontrar um equilíbrio entre a ruptura e a continuidade: uma mudança profunda que não descure a estabilidade nem comprometa projectos estruturantes em curso. O sucesso deste mandato dependerá, em grande medida, da capacidade de diálogo político, bem como da criação de consensos alargados com os diversos agentes do território — económicos, sociais, associativos e culturais.

João Azevedo assume a presidência da Câmara Municipal de Viseu com o peso simbólico de uma vitória sem precedentes e a responsabilidade concreta de governar num cenário politicamente fragmentado. A sua actuação será um teste não só à sua destreza política, como também à maturidade democrática do concelho. A mudança foi eleita; resta agora saber se será efectivamente transformadora.

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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