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Home » Notícias » Cultura » ”Ele pintava quase à porta porque já não se entrava. Tinha muitas telas, materiais e livros. Era uma coisa meio século XIX.”

”Ele pintava quase à porta porque já não se entrava. Tinha muitas telas, materiais e livros. Era uma coisa meio século XIX.”

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04.05.24
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 ”Ele pintava quase à porta porque já não se entrava. Tinha muitas telas, materiais e livros. Era uma coisa meio século XIX.”

A exposição de arte contemporânea “Movimento do Traço” é inaugurada este sábado na Quinta da Cruz, em Viseu. Com curadoria de Luiz Antunes, a mostra é composta por obras do pintor viseense José Mouga, artista cujo espólio ficará, em parte, à responsabilidade da Quinta da Cruz. Ao todo, são 34 pinturas e 25 desenhos datados do século XXI e da segunda metade do século XX. O Jornal do Centro falou com Luiz Antunes, que explicou o processo realizado por trás desta exposição.

Como é que surge esta ideia de trazer outra vez a obra do pintor para Viseu?

Surge num contexto muito particular. O pintor José Mouga era casado com uma fotógrafa e artista, a Margarida Dias, com quem eu profissionalmente lidei e estabeleci não só uma ligação profissional como de amizade. Foi fotógrafa do teatro Nacional D. Maria e o ateliê do José Mouga era ao lado do estúdio de fotografia da Margarida Dias.

Apesar de eles estarem casados, já não viviam juntos à época, portanto eu privei menos com o José Mouga nesse período. Cheguei a entrar no ateliê dele, que ficava em Lisboa, em Caxias, cheio de obra. Ele já pintava quase à porta porque já não se entrava. Tinha muitas telas, muitos materiais e muitos livros. Era uma coisa meio século XIX. Um ateliê cheio.

O José Mouga morre em 2016, vítima de um cancro fatal no pâncreas, e este espólio fica a pertencer à mulher e à filha. A Margarida perguntou-me o que fazer com aquilo tudo e, portanto, há uma primeira fase que começa em 2017 e que vai até bastante mais tarde, que tem que ver com o entrar dentro do ateliê, perceber o que é que lá estava dentro, quais eram as obras. Tentou-se perceber, com este espólio riquíssimo e um percurso tão rico como o de José Mouga, o que fazer com ele. Acabámos por perceber que uma das possibilidades era falar com a Câmara Municipal de Viseu. Sendo ele um pintor viseense, fazia sentido que a câmara acolhesse esta obra.

Isto ainda foi da altura do presidente Almeida Henriques e da vereação do Jorge Sobrado, com os quais foi estabelecido um protocolo para parte da doação, criando uma reserva visitável para a Quinta da Cruz, o que a transforma efetivamente num centro de arte contemporânea, com um espólio, porque até então era apenas um edifício que acolhia exposições temporárias.

Leia esta e outras histórias na edição em papel desta sexta-feira

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