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Ásia, África, Europa ou América do Sul. São vários os continentes neste momento representados em Viseu. Em busca de melhor qualidade de vida, por uma oferta de emprego, para continuar os estudos ou enquanto refugiados de guerra ou das alterações climáticas, os motivos que levam os imigrantes até Portugal e em especial até Viseu são diversos. Há quem tenha chegado à região de Viseu recentemente, há quem tenha vindo em criança e há inclusive quem tenha nascido cá e, sendo português, tenha ascendência noutro país.
A família de Lu Feng Ye é originária de uma aldeia pobre na China. Em 1985, os seus pais imigraram para Portugal e abriram um restaurante no Vimieiro, em Santa Comba Dão. Em 1990, a família mudou-se para Viseu. Lu Feng Ye lembra-se de ter sido o primeiro rapaz chinês a chegar a Viseu. “Lembro-me que na altura as pessoas até olhavam para mim com espanto porque nunca tinham visto [uma pessoa chinesa] ao vivo”, explicou Lu Feng.
Crescer com duas culturas, como explicou o próprio, foi diferente daquilo que a maioria das pessoas considera normal. “Onde quer que eu fosse as pessoas olhavam para mim porque eu destoava. Quanto mais normal me tratavam, mais contente eu ficava e quando diziam ‘chinesinho’ ou alguma coisa que me fizesse ser diferente dos outros, óbvio que eu enquanto criança ficava um bocadinho sentido, mas nunca nada de grave.” Atualmente, Lu Feng ainda mantém contacto com a avó e com os tios, que continuam a viver na China. Apenas a mãe, contudo, acabou por manter as visitas mais regulares ao país da ásia, hábito este que foi interrompido com a pandemia da Covid-19.
(Para ler mais na edição impressa desta semana do Jornal do Centro)