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Em Viseu, “o valor do quarto de há dois anos é agora o valor de um quarto partilhado”

Campanha Vamos Lixar o Lixo da APA com monumento feito de resíduos, alerta para cerca de 3 milhões de toneladas de lixo em aterros e apelo a separar o lixo antes que o futuro se lixe.
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13.04.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Em Viseu, “o valor do quarto de há dois anos é agora o valor de um quarto partilhado”

O alojamento é dificuldade cada vez maior para os estudantes que estão ou querem vir para Viseu?
Acredito que seja. Viseu antes até era conhecido por ser um destino no interior mais acessível aos estudantes. Só que as rendas aqui, tal como no resto do país, têm aumentado e acaba por ser já o principal fator da não entrada de estudantes e até mesma na ponderação quer de estudantes de fora quer de estudantes da região de seguir para o ensino superior ou não.

Há muitos estudantes a pedir ajuda à Federação Académica? As residências que estão a ser construídas vão resolver os problemas?
Não resolvem todos os problemas. Acredito que as bolsas de ação social tenham a sua preponderância na ajuda que dão aos estudantes que ficam fora de residência e ajuda a mitigar um bocado o que é o efeito dos valores do alojamento.

A FAV ajuda a encontrar soluções? Por exemplo, disponibilização de informação para quartos partilhados ou apartamentos, cria aqui uma rede de contactos?
No início do ano começámos a perceber que o valor do quarto de há dois anos é agora o valor de um quarto partilhado. As associações e núcleos de estudantes, os grupos informais e até as tunas têm sido uma grande ajuda na procura de alojamento. E o serviço de ação social das nossas instituições de ensino superior também dão essa ajuda na procura de soluções, mas o alojamento está cada vez mais escasso na nossa cidade. Começamos a notar que alguns alunos já vão para municípios periféricos e usam a viatura própria para ir e vir.

É uma das razões, por exemplo, que levou o Instituto Politécnico a criar “núcleos” em municípios como Moimenta da Beira?
Eventualmente, mas acredito, acima de tudo, que o fizeram para a promoção do ensino superior e da educação e que terá esses efeitos nessas regiões.

A academia de Viseu tem quantos alunos?
Entre seis mil e quinhentos e sete mil alunos. Os números vão variando porque os mestrados têm outros períodos letivos e também temos várias instituições. Mas acredito que andamos à volta dos sete mil alunos. De destacar que estamos a aumentar, tanto no Politécnico, como no Instituto Piaget e Universidade Católica, instituições que têm recuperado alguns dos números dos últimos anos. O que eu penso é que as estruturas têm de se manter cada vez mais competitivas e o nosso problema é que estamos a sofrer uma litoralização do ensino superior, onde estão as áreas mais atrativas …

São mais atrativas em quê? Nos cursos?
Nos cursos, nas instituições, no investimento. Quem quer fazer uma carreira de investigação é mais atrativo estar numa grande instituição do que estar numa instituição do interior.

O facto do Politécnico pertencer agora a uma rede europeia que lhe dá o nome de universidade, ajuda a combater esta litoralização e é uma mais-valia para a academia de Viseu?
Sim, tanta a evolução no nome, como a abertura de novos cursos, como o nosso contacto com outras universidades e outras realidades. Destaco também a possibilidade do intercâmbio entre estudantes. Estar aqui mas poder estar a ter aulas noutro país é muito importante. Estamos dentro da Europa sem sair de Viseu.

Os números de estudantes aumentou com a chegada de alunos estrangeiros?
Também, mas o valor não aumentou significativamente. Vimos foi um grande aumento nas candidaturas nacionais. O que depois vamos perceber, e vamos ver isso no final do ano, é se a maior parte das candidaturas e das pessoas que efetivamente se mantiveram matriculadas até ao fim do ano são mais da região ou não. Temos de perceber se são alunos da região e ficaram por uma questão económica ou se, e também, realmente as instituições estão a fazer um melhor trabalho de captação de alunos.

Há muitos alunos a abandonar o ensino superior?
Não temos dados oficiais, mas temos relatos que dão conta disso. Pessoas que querem desistir, que não se sentem bem, pessoas que ficaram aqui mas não era a escolha deles, mas os dados oficiais só mais tarde. Também de acordo com relatos que nos chegam, há alunos que dado a pressão que têm por causa dos apertos financeiros das famílias acabam por desistir.

A FAV tem, por exemplo, ferramentas para ajudar nestes problemas?
Não, aliás o que a FAV precisa agora é de maturar a sua estrutura. É o desafio agora deste mandato e para quem vier nos próximos. A nossa saúde financeira está boa e penso que a nossa estrutura junto das instituições e da comunidade tem hoje um nome mais forte. Agora, é começar a resolver os problemas reais dos nossos estudantes, mas para isso também precisamos de ajuda, de uma estrutura maior, precisamos de profissionalizar a Federação Académica de Viseu.

O que quer dizer com um Federação profissionalizante?
Nós precisamos de funcionários, mais alunos para dar resposta a algumas necessidades. Fazer eventos está cada vez mais complicado e depois estamos numa fase de transição digital. Se não formos aqui facilitadores nesta transição muita coisa pode-se perder. O que precisamos é de estruturas em que não é por mudar uma direção que as práticas se perdem.

É preferível uma FAV profissionalizante ou politizada?
Ambos, e explico porquê. Uma FAV profissionalizada permite ter um trabalho prático, uma federação política é o que nós já fazemos todos os dias. Politizada não é propriamente termos um partido ou dois à frente da estrutura. É sim trabalhar e darmos conta das nossas bandeiras e não nos deixarmos influenciar porque quem está na direção de uma instituição ou entidade pública, quer seja autarquia ou outra. É estarmos cientes do nosso trabalho, estarmos pelos estudantes e defender as causas, as nossas bandeiras, até ao fim.

E quais são essas bandeiras?
Além do alojamento, a valorização do que poderá ser a nossa carreira que tem de passar quando estivermos no mercado do trabalho por melhores salários. Há dez anos era certo que um licenciado arranjava trabalho e com uma boa remuneração, hoje não é assim. Ainda esta semana leram-se notícias em que a maior parte dos jovens recebe menos de mil euros por mês. Eu não sei se o esforço de um aluno ir para o ensino superior e estar em Portugal irá compensar no futuro. Ou seja, vou dedicar tempo da minha vida, vou estudar o que eu quero, mas vou ganhar tanto como alguém que não fez esse esforço? Tem de haver uma valorização para a formação no ensino superior.

Foi uma opção errada a extinção da pasta do ensino superior, tendo em conta até a necessidade desta valorização que aborda?
Eu fiquei desagradado com a extinção do Ministério, mas fiquei mais aliviado quando o atual ministro disse que iria assumir a pasta do Ensino Superior e a pasta da Educação teria um secretário de Estado. Agora, iremos ver que políticas irão ser adoptadas por este governo.

É presidente da Federação Académica desde quando?
Desde 2020.

E vai ser de novo candidato?
Quando são as eleições? Sim e pela última vez. Estamos à espera que a Assembleia Geral marque as eleições. Este será, com certeza, o meu último mandato, porque também eu tenho outros objetivos e agora é preparar próximos dirigentes. Penso que a minha missão já esteja cumprida.

E qual foi a missão nestes últimos quatro anos?
Os primeiros dois anos foram muito diferentes porque nós tomámos posse uma semana antes do país fechar por causa da Covid-19. Nós fomos das primeiras estruturas a nível nacional a cancelar o que foi, na altura, a semana académica. Não ficámos bem vistos, mas tivemos sempre uma atitude responsável com o que queríamos fazer. O nosso objetivo, para o qual trabalhamos estes últimos anos, foi o de fomentar o espírito de participação e do associativismo. Agora temos todas as associações a funcionar em pleno, ajudámos a recuperar a associação do Instituto Piaget e o que agora queremos é manter esta parte do interesse. Fala-se muito de que os jovens não estão interessados, mas cada associação nossa tem pelo menos 20 a 25 jovens que trabalham em prol dos estudantes.

Portanto, a FAV não existe só para as semanas académicas?
Não!

Volta a recandidatar-se porquê?
Precisamente para terminar o que eram os nossos objetivos. Um dos grandes objetivos e que gostaria de pelo menos até ao fim do mandato conseguir alcançar é a Federação ter uma casa, uma sede, o nosso espaço. Não podemos ser uma estrutura que defende os estudantes e que quer evoluir e nem sequer temos uma sede para reunir. Temos de começar a pensar no que queremos da Federação daqui a um ano, daqui a cinco, daqui a dez anos. Olhamos para as outras estruturas estudantis no país, todas com grandes estruturas e funcionários, com objetivos e propósitos, e isso está meio esquecido aqui em Viseu.

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