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Empresários querem reter talentos e promover economia circular

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 Empresários querem reter talentos e promover economia circular - Jornal do Centro
08.06.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Empresários querem reter talentos e promover economia circular - Jornal do Centro
08.06.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Empresários querem reter talentos e promover economia circular - Jornal do Centro

As práticas de sustentabilidade deixaram de ser uma opção para passarem a ser uma necessidade e as empresas são chamadas a terem um papel na transição para uma economia verde que deve ser acompanhada por políticas que não mudem de “quatro em quatro anos”, mas que sejam pensadas a médio e longo prazo.

Um conceito que também deve ser aplicado à retenção de talentos que hoje estão mais alinhados com os novos paradigmas de mudança na transição profunda de descarbonização e digitalização com metas a cumprir até 2050.

“É preciso haver um planeamento. Mudamos de governo e os empresários já estão a pensar no que aí vem. Muda tudo”, alertou Luís Bastos, CEO da empresa ALIA com unidade fabril em Vouzela. O empresário deu como exemplo um encontro em que esteve recentemente em Singapura onde estiveram 91 países representados. “Eles já estão a falar para daqui a 20 anos e um dos temas de destaque foi a sustentabilidade. A pressão vai ser de tal forma grande por causa das alterações climáticas, que as pessoas vão começar a ter receios e não podemos estar constantemente a mudar de políticas”, sustentou durante o debate “Transição para uma Economia Verde” organizado em Viseu pelo IAPMEI e Instituto Politécnico de Viseu.

O encontro juntou empresários e academia e em destaque, na mesa redonda, estiveram as boas práticas para um desenvolvimento empresarial sustentável.

Para que este desenvolvimento seja uma realidade, as práticas não podem estar só nas empresas, mas devem ser acompanhadas por incentivos.

“Para os projetos de descarbonização na indústria (Adoção de medidas de efi ciência energética) um dos objetivos para se ser candidato a este apoio é que reduza pelo menos em 30 por cento, mas aquelas empresas que não reduzem porque já cumprem são prejudicadas em relação às outras. Eu tenho o vizinho que polui muito e é benefi ciado para reduzir para 30 por cento e eu que já cumpro não sou compensado”, lamentou Luís Bastos, para quem cabe ao governo criar legislação ou ferramentas para quem já cumpre.

Carmo Woods a operar no máximo da sua capacidade
O grupo Carmo Wood é constituído por dez empresas. Todo o processo de transformação, criação de produtos e desenvolvimento técnico é português. Oferece uma gama de produtos no território nacional e internacional, em sectores tão distintos como a agricultura, mundo equestre, construção, turismo, lazer, segurança e telecomunicações. A Carmo Wood é líder em vários mercados e também em vários segmentos, exportando para mais de 40 países. O mercado internacional representa cerca de 50% da sua faturação. Tem sede em Lisboa e divide-se ainda por mais quatro unidades fabris localizadas em Pegões, Almeirim e Oliveira de Frades. Além-fronteiras, a Carmo Wood tem empresas próprias com escritórios em Madrid e Algeciras (Espanha) e Bordéus (França).

O Grupo adota um modelo de governo e de negócio orientados para a inovação dos produtos e serviços, para a eficácia dos processos e das práticas, para a sustentabilidade do planeta e para a satisfação, dignidade e respeito de todas as partes interessadas, segundo a administração.

Em Oliveira de Frades, a empresa dedica-se à impregnação de madeira, fabricação de postes em madeira e postes metálicos. O estabelecimento industrial (área coberta e não coberta) é de grande dimensão dado que a secagem da madeira é efetuada nesse local. A madeira (pinho) é adquirida no seu estado bruto, numa primeira fase é feita a descasca, posteriormente é feita a maquinação, secagem, impregnação (por autoclave) e por último é trabalhada. Os seus produtos fi nais são maioritariamente para a agricultura. Desde o ano de 2000 a empresa tem vindo a apostar no segmento dos postes metálicos como complemento às soluções em madeira.

Atualmente, a Carmo S.A. está a operar no máximo da sua capacidade, atingindo a produção diária de 6.000 postes. Com a conclusão do projeto SI Inovação Produtiva, o grupo aumentou signifi cativamente a capacidade produtiva, através da aquisição de equipamentos mais eficientes, com capacidade diária estimada de produção de 7.500 unidades. Além de adquirir equipamentos de maior efi ciência produtiva, todo o processo produtivo foi repensado, com vista à maximização da capacidade produtiva potencial de postes metálicos.

ALIA introduz novas linhas de produção e quer aumentar postos de trabalho
A ALIA – Extrusão e Tratamento de Perfi s foi constituída em 2021, com o objeto principal de serviços de desenvolvimento de perfi s para estruturas de proteção solar e energia solar. A empresa é detida a 100% pela MERLU, SGPS, S.A. Esta SGPS é maioritariamente detida pela família Mitjavila (que possui outras empresas no setor, tendo iniciado atividade na década de 70 em França) e também pelo acionista e gerente Luís Bastos.

A empresa é recente e o investimento neste novo estabelecimento industrial sediado na Zona Industrial do Monte Cavalo, em Vouzela, rondou os oito milhões de euros e pretende criar cerca de 25 postos de trabalho sendo 11 altamente qualifi – cados. No ano de 2025 prevê atingir um Volume de Negócios de 6.200.000 €, um VAB de 1.836.872,46 € e afi rmar a empresa nos mercados internacionais, com um volume de exportações na ordem dos 5.270.000 € (intensidade de exportações de 85%).

O alumínio está presente nos mais diversos segmentos. Desde bens de consumo, mobiliário, construção. As possibilidades de aplicação do alumínio são imensas, dada a sua leveza, durabilidade e reciclabilidade face a outros materiais como aço ou o ferro. A ALIA aposta numa linha de produção totalmente robotizada, com um forte investimento na Indústria 4.0.

De futuro, a ALIA irá alargar a sua gama de produtos, apostando em Inovação e Desenvolvimento em novas ligas de alumínio, em conjunto com a Universidade do Porto (UP) e a Universidade de Aveiro (UA), com vista a desenvolver novos perfis e peças técnicas, aplicáveis a outros setores (como o da Mobilidade e o Automóvel).

A empresa vai incorporar duas linhas de produção robotizadas (uma linha de extrusão e uma linha de lacagem). Tratam-se de linhas com interoperabilidade entre equipamentos o que permite a minimização do erro e o desperdício de matéria-prima. Além disso, possuem sistemas de reaproveitamento de calor (Turbinas), e eficiência energética (Tek Kautec Ecoconcept) que reduzem o consumo de energia até 35% quando comparadas com outros equipamentos semelhantes.

A estratégia da empresa passa por lançar uma bolsa de investigação (doutoramento) e sinergias com a Licenciatura de Engenharia Aeroespacial com a Universidade de Aveiro.

HR projeta lançamento de novas marcas e aposta na energia fotovoltaica
A HR Proteção, SA, com sede em Mangualde, iniciou a sua atividade em 2001, dedicando-se à comercialização de vestuário técnico profissional (VTP), uniformes e material de proteção individual, higiene e segurança no trabalho, detendo capacidade interna para design e modelagem de vestuário, fruto da experiência da equipa, quer no contexto da atividade da HR, quer de atividades profissionais anteriores na área das confeções. O grupo é constituído por duas unidades de negócio: a HR Indústria (confeção de vestuário de trabalho e uniformes) e HR Proteção (unidade comercial do grupo para as áreas dos equipamentos de proteção individual, design e conceção de vestuário de trabalho, formação em SHST).

Em 2008, fruto da intenção estratégica de crescimento e progressão na cadeia de valor e visando liderar os mercados nacional e a expansão internacional, foi criada uma nova empresa, a HR Indústria, que adquiriu a empresa Benilde Confeções, S.A. (empresa de confeção têxtil de Mangualde com cerca de 25 anos). Até então, o corte e confeção de vestuário sempre estiveram a cargo de terceiros, pelo que a criação da empresa HR Indústria concretiza a vontade e necessidade de internalizar no Grupo parte da produção e aproveitar a experiência técnica e comercial para integrar toda a fileira.

A empresa é fornecedora de grandes empresas de diversos setores, com destaque para TAP, GNR, Forças Armadas, entre outros A HR detém as seguintes marcas próprias registadas a nível nacional: Master Safety e Antartida Plus e, segundo a administração, existem planos para se proceder ao lançamento de outras marcas no futuro.

A HR terminou a execução de um projeto SI Inovação Produtiva que serviu para reforçar o seu posicionamento no mercado e, atualmente, tem a decorrer um projeto à medida de apoio à Descarbonização que consiste no investimento na instalação de painéis solares fotovoltaicos. O sistema a instalar terá uma potência de 65,6kWp e permitirá produzir cerca de 110 MWh/ano, dos quais cerca de 66% serão autoconsumidos. Este investimento de 62 mil euros permitirá à empresa reduzir os seus consumos e emissões em 39,6% face ao ano de 2021

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