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O átrio do Hospital de Viseu recebeu esta segunda-feira uma ação de sensibilização sobre epilepsia, uma doença que atinge cerca de 2500 pessoas que são abrangidas pelo Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV). A iniciativa contou com o neurologista Rui André que, além de distribuir flores roxas (até porque amanhã é dia dos Namorados), mostrou também como acabar com alguns mitos que ainda existem à volta desta doença, entre eles, o de que as mulheres não devem ser mães ou quem sofre de epilepsia não pode conduzir.
“Há aquela noção de que as mulheres com epilepsia não podem engravidar e isso é falso e a grande maioria das gestações, desde que planeadas, são gestações normais”, disse o médico, acrescentando que sobre a questão de que não podem conduzir, até “pode ser verdade se a epilepsia está descontrolada”. “Mas uma epilepsia controlada em que uma pessoa não tenha crises há mais de um ano e a tomar a medicação, a legislação portuguesa permite conduzir veículos ligeiros”, esclareceu.
Outros mitos dizem respeito à prática do desporto e ao mundo do trabalho, com o neurologista a informar que há “muita estigmatização”, mas que tudo é viável desde que acompanhado.
“Uma pessoa com epilepsia pode laborar normalmente, pode desempenhar qualquer tipo de trabalho, em termos de função, na sociedade, e no fundo é como as outras e não deve ser marginalizada nem estigmatizada”, reforçou.
Outra informação dada pelo neurologista foi sobre os procedimentos ater durante uma crise de epilepsia. O médico explicou que todos os objetos devem ser arredados da vítima e assim que ela estiver mais estável colocá-la na posição lateral e chamar ajuda. “Não se deve meter nada na boca”, advertiu.
Segundo Rui André, estima-se que a nível mundial haja 50 milhões de pessoas com epilepsia e, em Portugal, de 50 a 60 mil cidadãos são atingidos pela doença, sendo que estudos portugueses apontam “para uma em cada 200 sofrerem” do problema.
Este responsável disse ainda que existem “dois grandes picos” de epilepsia que são nos “primeiros anos de vida e têm a ver, muita vez, com alteração na gestação, causas genéticas ou agressões peri parto”.
“E depois o outro pico de incidência é a partir dos 60 a 65 anos, sobretudo por acumulação do envelhecimento cerebral, sequelas de traumatismo e de doença vascular cerebral”, disse.