Simular um salvamento numa ribeira recorrendo a cordas ou no mar com embarcações de socorro foram alguns dos exercícios que durante dois dias puseram à prova a equipa cinotécnica dos Bombeiros Voluntários de Viseu. O binómio Carlos Ribeiro e Kyra participaram no AçoRescue24, um exercício que decorreu na ilha de São Miguel, nos Açores, e que reuniu vários agentes de proteção civil. A equipa cinotécnia dos Voluntários de Viseu foram a única equipa a representar o continente.
“O exercício possibilitou, além de pôr a trabalhar as diversas valências e as diversas entidades locais, que tivéssemos contacto com uma realidade que é completamente diferente da que temos no continente, em diversos aspetos, quer em termos de orografia, morfologia da ilha ou clima, e tudo isso tem influência numa área como a da cinotécnia”, explicou Carlos Ribeiro.
A iniciativa foi organizada pelo Comando Regional da PSP dos Açores, através da Força Destacada da Unidade Especial de Polícia e contou ainda com a participação, além da equipa de Viseu, os Bombeiros Voluntários de Nordeste e Bombeiros Voluntários de Ribeira Grande.
“Aquilo que vi são áreas de trabalho completamente diferentes das que temos aqui, porque testamos as diversas valências complementando-se umas às outras. Neste caso, a cinotécnia com o salvamento em grande ângulo, o acesso a determinadas áreas de busca que teve que ser feito em trabalho vertical, acesso por cordas a ribeiros para fazer buscas em ribeiras, por exemplo”, destacou, acrescentando que o exercício permitiu “testar o à vontade dos cães a trabalhar em altura”.
Para Carlos Ribeiro, além de permitir a troca e a aquisição de conhecimentos, a participação neste exercício teve como objetivo ter “conhecimento e contacto com a realidade de uma região como os Açores”. “Caso um dia venha a ser necessário, porque se acontecer alguma catástrofe eles terão que ser socorridos por meios vindos de fora, nomeadamente no continente, teremos equipas capacitadas e com conhecimento”, destacou.