Cartas250915
acidente_
diogo-rocha-chef-vinhos_web
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024
herdade santiago
quartos apartamentos imobiliário viseu foto jc

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25

Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…

14.08.25

Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….

07.08.25
tribunal_justica_2
Bruno Rocha 2025 Cinfães
jose laires
diogo-rocha-chef-vinhos_web
foto
miss teen
Home » Notícias » Diário » Escola ‘amiga’ da Multideficiência sem elevador para transportar aluno

Escola ‘amiga’ da Multideficiência sem elevador para transportar aluno

pub
 Escola ‘amiga’ da Multideficiência sem elevador para transportar aluno - Jornal do Centro
03.11.22
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Escola ‘amiga’ da Multideficiência sem elevador para transportar aluno - Jornal do Centro
03.11.22
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Escola ‘amiga’ da Multideficiência sem elevador para transportar aluno - Jornal do Centro

A Escola Básica de Tondelinha, em Viseu, não tem um elevador ou plataforma elevatória para transporte de crianças e há um aluno que não tem aulas com a restante turma por falta de mobilidade.

O estabelecimento de ensino é Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência, a única no concelho para pré-escolar e primeiro ciclo. Recebe alunos com necessidades especiais há uma década.

Atualmente, devido à falta de acessos, há uma criança de sete anos que está impedida de aceder ao primeiro piso, onde decorrem as aulas do primeiro ciclo. “Proibi que o meu filho fosse levado ao colo, por auxiliares ou professoras, para o andar onde acontecem as aulas dele para o salvaguardar e a quem o transportaria. O meu filho é uma criança, mas já tem o seu peso e mexe-se muito, era um risco muito grande para todos”, conta Ana Quintiliano.

Este aluno frequenta a escola há três anos, mas só este ano teve necessidade de utilizar o piso superior, o que não pode fazer, pelo menos até ser criada uma alternativa. “O meu filho não está com os restantes colegas de turma, está a ser acompanhado pela professora da pré, que vai fazendo o que pode, mas não está a ter as mesmas aulas que os restantes”, frisa.

Entretanto, a encarregada de educação disse já ter reunido com a autarquia. “Inicialmente disseram-nos que até setembro estaria tudo resolvido, mas não aconteceu. Já reuni com a autarquia e parece que já está a ser tudo tratado”, disse.

Ana Quintiliano explicou ainda que foi por insistência da própria que a autarquia anunciou que iria arranjar uma solução. Isto, quando há dois anos na escola já havia uma criança com necessidades motoras e estava a ser transportada ao colo.

Ao Jornal do Centro, o vereador da Educação da Câmara Municipal de Viseu, Pedro Ribeiro, garantiu que já estão a ser tomadas medidas. “O processo está em andamento. Já há propostas que serão depois analisadas. Esperamos que até ao final de janeiro a obra esteja concluída”, disse. O investimento da colocação de uma plataforma elevatória deverá ascender aos 20 mil euros.

Pedro Ribeiro explicou ainda que só agora se avançou com a colocação de um sistema de mobilidade, pois “essa necessidade só foi identificada para este ano letivo”. Mas, questionado sobre a criança que no passado já era transportada ao colo, o vereador diz não ter conhecimento, já que o atual executivo só está em funções há um ano.

Outra falha apontada pelos pais é a falta de um lugar de estacionamento para pessoas com deficiência junto à escola, assunto que já foi levado à Junta de Freguesia, mas que ainda não foi resolvido.

Alunos sem professor de ensino especial e terapia da fala
Além do elevador, há outro problema apresentado pelos pais: a falta de professores de ensino especial suficientes. Atualmente, está apenas uma professora a acompanhar estes alunos.

“O meu filho está sem professora de ensino especial. Deveriam haver, pelo menos, duas e há apenas uma. Era preciso tentar perceber porque é que é colocado e depois não fica. A última professora esteve uma semana e foi embora”, conta a encarregada de educação.

Em relação a este tema, o vereador do município lembra que não é uma competência da autarquia e pede a intervenção urgente do Governo, nesta área e na dos assistentes operacionais.

“Nós temos as competências ao nível das infraestruturas e assistentes operacionais, não temos as competências da área pedagógica e de terapia, isso é uma competência do Ministério da Educação. O Governo tem que ter esta atenção com os alunos com necessidades especiais, além desses professores, é preciso que olhem para o rácio de assistentes operacionais. Nós colocamos na medida da legislação em vigor e, no caso de Viseu, até estamos a ir acima dos rácios. Por isso, é fundamental e urgente que o Ministério reveja o número de assistentes, sobretudo nas escolas com alunos com necessidades especais”, disse Pedro Ribeiro.

A terapia da fala é outra falha apontada pelos encarregados de educação. Sofia Fonte lamenta que o filho de cinco anos não esteja a ser acompanhado por uma terapeuta. “Se há apoios, se a escola está desenhada para estes alunos é lá que têm que ter esta ajuda, porque de outra forma é muito complicado, sobretudo pela questão financeira”, disse.

As terapias, como terapeuta da fala, fisioterapia ou psicologia são prestadas na escola através do programa denominado Centro de Recursos para a Inclusão (CRI), desenvolvido pela Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viseu.

Contactada pelo Jornal do Centro, Emília Dias, diretora da APPACDM, explicou que devido à falta de profissionais a terapia da fala deixou de integrar as terapias disponibilizadas na escola. “É muito difícil contratar terapeutas da fala, não existem profissionais desta área. Atualmente, temos um e foi alocado a uma escola onde no último ano letivo não existia terapia da fala. O que estava na escola de Tondelinha saiu e não conseguimos ocupar o lugar por falta de profissionais”, disse.

Ainda assim, garante, “para colmatar esta falta, as restantes terapias foram reforçadas, como terapia ocupacional ou psicologia”.

pub
 Escola ‘amiga’ da Multideficiência sem elevador para transportar aluno - Jornal do Centro

Outras notícias

pub
 Escola ‘amiga’ da Multideficiência sem elevador para transportar aluno - Jornal do Centro

Notícias relacionadas

Procurar