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Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
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Escolas profissionais integram imigrantes e querem reforço do financiamento

A atualização dos ‘plafonds’ de financiamento dos cursos não é feita há anos, acusam diretores

22.03.26
fotografia: Jornal do Centro
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22.03.26
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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O presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Amadeu Dinis, reclamou a urgente atualização do financiamento dos cursos nestes estabelecimentos, exigência partilhada pelo diretor da escola de Odemira que se queixa da falta de recursos. 

“É um problema transversal de todas as escolas [profissionais]. A atualização dos ‘plafonds’ de financiamento dos cursos não é feita há anos. Penso que há mais de 15 anos”, alertou Paulo Trindade, presidente do conselho de administração da Escola Profissional de Odemira (EPO), no distrito de Beja.

O presidente da ANESPO reconheceu tratar-se de um problema para as escolas profissionais e lembrou que esta é uma exigência feita “há anos” junto dos sucessivos governos.

“Estamos a falar de um financiamento que foi fixado, em 2010. Passados 16 anos e, com uma taxa de inflação acumulada de 32%”, ainda não houve “uma atualização das tabelas” de financiamento dos cursos, lamentou Amadeu Dinis.

Ainda assim, argumentou, o processo negocial “tem evoluído”, com o atual Governo a assumir “o compromisso” de atualização das tabelas e um reforço do “valor do financiamento para os cursos” no próximo ano letivo. 

“Ainda não sabemos o valor do ‘upgrade’ que vai ser dado, mas há o compromisso de que, no final de abril, nos seja dada a percentagem de atualização que vai ser feita para um dos cursos”, afiançou.

A ANESPO representa cerca de 200 escolas no país. O ensino profissional em Portugal, assinalou o dirigente, integra atualmente mais de 50 mil alunos, distribuídos por cerca de 2.500 turmas, sendo que entre 10% e 15% dos estudantes são imigrantes.

“Portugal é cada vez mais um país que recebe estrangeiros para trabalhar e é preciso acomodá-los, integrá-los e dar-lhes acesso às oportunidades que os nossos cidadãos têm. E é isso o que estas escolas fazem, sem dúvida”, defendeu.

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