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Espectadores traçam a história do espetáculo “Futebol” no Teatro do Montemuro

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 Espectadores traçam a história do espetáculo “Futebol” no Teatro do Montemuro - Jornal do Centro
07.05.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Espectadores traçam a história do espetáculo “Futebol” no Teatro do Montemuro - Jornal do Centro
07.05.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Espectadores traçam a história do espetáculo “Futebol” no Teatro do Montemuro - Jornal do Centro

Em criação coletiva com o Teatro O Bando, o Teatro do Montemuro inicia a programação do mês de maio com o espetáculo “Futebol”. A peça tem estreia marcada para a próxima quinta-feira (13 de maio), às 20h30.

João Neca, encenador do espetáculo, revela que “Futebol” começou a ser desenhado há cinco anos. “São quatro atores em palco, dois atores do Bando e dois atores do Montemuro, representando duas equipas, ou seja, tentámos que isso também fosse a metáfora da competição”, explica, acrescentando que cada dupla representa uma equipa, “a equipa da Serra, da serra de Montemuro, e a equipa do Vale porque o Bando está situado num espaço que se chama Vale dos Barris, em Palmela”.

O encenador refere que apesar das diferenças, o teatro e o futebol têm aspetos em comum, sendo a representação a “maior arma” no palco. “O teatro é um jogo cheio de regras e convenções e o futebol, enquanto cerimónia ritual, é altamente teatral também”, assinala.

A inspiração da peça surgiu do livro “História Natural do Futebol” de Álvaro Magalhães, onde é relatada “uma investigação exaustiva sobre a relação antropológica do ser humano com bola”.

“Futebol” pretende também alertar para os “ismos” que fazem parte da modalidade, assim como da sociedade, de maneira a “desenhar no futuro uma sociedade mais democrática”. “Quisemos mostrar cartões vermelhos ao fascismo, ao sexismo, ao racismo e ao capitalismo”, reforça João Neca.

Conhecemos um espetáculo ao contrário. Desta vez é o público que conduz a história, sendo um desafio para os atores. “Em cada uma das quatro cenas, não sabem que personagem vão fazer. Há quatro personagens que são escolhidas pelo público, há uma votação e são escolhidos em tempo real. Os atores sabem os quatro personagens e estão prontos para fazer cada um deles”, explica o encenador.

“O público como num jogo de futebol participa, é mais do que um simples espectador, é um adepto. Queremos chamá-los a intervir, a estar completamente integrados na narrativa teatral e a contribuir para que ela se possa avançar e modificar”, salienta João Neca.

Para que isto seja possível, foi criada uma aplicação, disponível na PlayStore (Android), em parceria com o projeto Play On: New Storytelling with Immersive Technologies e com a participação do Digital Creativity Lab. Se o espectador não vier acompanhado de um dispositivo móvel, será dada uma alternativa.

O espetáculo tem data de estreia marcada para a próxima quinta-feira (13 de maio), às 20h30, no Espaço Montemuro. Ficará em cena até dia 16 de maio com sessões nos dias 14 e 15, às 20h30, e no dia 16 será às 16h00.

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