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Esplanadas lotadas na primeira semana de reabertura

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 Esplanadas lotadas na primeira semana de reabertura - Jornal do Centro
09.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Esplanadas lotadas na primeira semana de reabertura - Jornal do Centro
09.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Esplanadas lotadas na primeira semana de reabertura - Jornal do Centro
Três meses depois, as esplanadas voltaram a abrir. O rosto das pessoas, ainda que escondido pela máscara, traduz a felicidade de voltar a consumir numa esplanada e contemplar as vistas das ruas da cidade. Na Rua Formosa, pouco depois das duas da tarde, encontrámos Fátima Regueira, responsável da GenèvCrêp. No meio da azáfama, tendo as mesas quase todas ocupadas, contou-nos que estão a trabalhar bem desde a abertura e “as pessoas estão a aderir, muitas com saudades e a ligarem. Esperemos que isto continue bem para podermos alcançar mais”, afirma. A responsável confessa sentir-se feliz com a adesão dos viseenses à abertura, lamentando apenas o horário reduzido ao fim-de-semana. “O fim-de-semana é uma quebra que nos afeta muito a nós e a toda a gente, mas teremos que lidar com isto pelo menos até dia 19, que é o que está previsto”, destaca Fátima Regueira. “As pessoas na primeira fase tinham muito mais medo, mesmo a entrar, mas agora estão mentalizadas que vamos ter que viver com isto”, realça a responsável. Apesar de receber alguns telefonemas com dúvidas sobre o funcionamento e o horário, Fátima Regueira refere que os clientes vão passando e acabam por se sentar. Para a responsável, esta abertura não é um risco para a saúde pública. “Temos toda a segurança para as pessoas, o distanciamento de mesas… as pessoas têm é que ter cuidado porque há muitos sítios onde estão todas amontoadas, enquanto aqui não, estão lá fora e estão ao ar livre”, salienta. Ao caminhar pelas ruas paralelas, as esplanadas vão-se destacando através do movimento das ruas e do barulho das conversas. O bom tempo assinala a semana de reabertura, encobrindo os dias difíceis dos últimos meses. A esplanada do restaurante Mesa d’Alegria, situada na Rua da Vitória, espelhava um cenário positivo. Passavam poucos minutos da hora do almoço e as mesas estavam preenchidas. Margarida Cardoso, proprietária do restaurante, realça que “ainda é muito breve, mas de facto tivemos bastante procura”. Acrescenta que o método mais frequente dos clientes se centra no ato de reserva. “Há bastante chamadas para tentarem reservar uma mesa e para se certificarem que vão ter lugar quando chegam”, afirma. Apesar do serviço de take away permanecer em funcionamento, a responsável conta-nos que já sentiu uma quebra nos pedidos “para procurarem sentar-se na esplanada”. Apesar dos riscos apontados às esplanadas, Margarida Cardoso explica que tem que “haver uma parte de bom-senso de ambas as partes”. Do lado do proprietário, é necessário ter atenção às regras impostas pelo governo. Quanto ao cliente, “não é da nossa competência, penso eu, impor certas coisas às pessoas porque na realidade cada um tem que ter a sua consciência e o mal que estão a fazer à sociedade, antes de mais nada estão a fazer a elas próprias”, salienta.
 Esplanadas lotadas na primeira semana de reabertura - Jornal do Centro
Carlos Guerra estava a ocupar uma das mesas presentes na esplanada, juntamente com um amigo, após a sua refeição. “Estava ansioso com a abertura. Com certeza, quem é que não estava?”, conta-nos entre gargalhadas. Era a segunda esplanada que visitava nesse mesmo dia, onde tomou um café da parte da manhã, reforçando que todas as normas foram respeitadas. “Nós estamos aqui a conversar com máscara, desde que seja assim, não há problema nenhum”, refere. Na Rua dos Andrades, o cenário era idêntico. Ricardo Mendes, responsável pelo café Sabores de Portugal, encontrava-se atrás do balcão a preparar os pedidos vindos da esplanada. Confessa-nos que, pelo que tem visto, os viseenses têm visitado bastante estes espaços, salientando que a maior parte deles cumpre as regras. “Noto que as pessoas sentiam muito a necessidade de ter o seu à vontade numa esplanada, apanhar o ar fresco e consumir o cafezinho”, frisa. Ao contrário da GenèvCrêp, Ricardo Mendes concorda com o horário de funcionamento aos fins-de-semana. “Pessoalmente não me importo de abdicar de algum do nosso movimento para que as coisas se mantenham num nível seguro”, confessa. No entanto, não deixa de referir que é prejudicial para o negócio, sendo que “normalmente o fim-de-semana, de manhã até ao fim do dia, são sempre horários de movimento”. O responsável prevê que poderá ter mais afluência nos próximos meses “se os dados também ajudarem”. Contudo, sente que há clientes que “ainda têm muito receio por ver este ambiente todo de liberdade”, acrescentando que as encomendas que recebe são “dessas tais pessoas que ainda estão um bocado receosas”. “Vêm, fazem as encomendas delas, estão o mínimo de tempo possível na rua e vão-se embora”, conta. Mas a reabertura das esplanadas não chega a todos. Perto da Praça da República, encontrámos José Cardoso, um dos responsáveis da Pastelaria Capuchinha do Rossio, que não usufrui de serviço de esplanada. Para o responsável, a abertura das esplanadas é um risco para a saúde pública, admitindo que se sente prejudicado em relação aos outros estabelecimentos. “Desde ontem, já estamos a sentir a quebra derivado também de não termos esplanada”, refere. José Cardoso acredita que a terceira fase de desconfinamento, prevista para dia 19 de abril, pode não acontecer de todo. “Ao longo destas duas semanas, os casos vão aumentar porque as pessoas estão a facilitar. Viu-se em poucos dias, facilitaram já muito. Uma pessoa está na esplanada a tomar um café, a beber uma cerveja… é o tempo que vão estar uns com os outros sem máscara”, reforça. Uns metros mais à frente, na Rua Serpa Pinto, o estabelecimento Dalla’s está a sofrer as mesmas consequências. “Eu acho que as coisas têm que abrir, mas teria que ser mais justo para todos. Tanto um pouco de esplanada com distanciamento, mas também dentro do estabelecimento com segurança e distanciamento”, declara António Viana, responsável. Em poucos dias, a reabertura afetou negativamente os estabelecimentos sem serviço de esplanada. “Até o número de pessoas que passava para tomar um café ou para levar take away diminuiu”, ressalta. Em relação à abertura da terceira fase de desconfinamento prevista para 19 de abril, o proprietário diz que é “sempre um risco”, na medida em que “tudo é muito imprevisível” e os avanços ou recuos podem acontecer a qualquer momento.
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