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Esta segunda-feira começa a segunda fase do plano de desconfinamento

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 Esta segunda-feira começa a segunda fase do plano de desconfinamento - Jornal do Centro
01.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Esta segunda-feira começa a segunda fase do plano de desconfinamento - Jornal do Centro
01.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Esta segunda-feira começa a segunda fase do plano de desconfinamento - Jornal do Centro

É já esta segunda-feira, dia 5 de abril, que tem início a segunda fase do plano de desconfinamento traçado pelo Governo. Entre as medidas tomadas pelo executivo de António Costa destaca-se o regresso às escolas por parte dos alunos do segundo e terceiro ciclos. Reabrem igualmente museus, monumentos, palácios e galerias de arte que, como era sabido, vivia também muito do público juvenil e, claro, escolar.

A responsável pelo Grão Vasco defende que pode não conseguir-se uma espécie de compensação pelo tempo “perdido”. “Houve um prejuízo para as experiências estéticas e para a fruição cultural, quer porque o Museu esteve fechado, quer porque outras instituições também limitaram o acesso dos utentes ao espaço. Isso deixa marcas que todos vamos tentar minimizar no futuro. Aquilo que não foi feito, não pode voltar a ser feito. Vamos fazer outras coisas, continuar a trabalhar, mas há aqui um buraco negro na Cultura que todos nós sentimos”, confessa Odete Paiva, que também se mostra preocupada com o impacto do encerramento de museus e exposições no caso dos jovens e dos estudantes.

É, por isso, com expectativa que no Museu Nacional de Grão Vasco, em Viseu, se olha para os próximos dias. Odete Paiva, diretora da instituição diz que a cultura atravessa um dos momentos mais complexos pela incerteza que o encerramentos dos espaços culturais teve junto da população. “O contacto online é completamente diferente. A fruição, a experiência e o contacto com as obras não é feito da mesma forma”, defende, referindo-se, entre outras, ao cancelamento das atividades presenciais junto de pessoas com demência.

Durante este período, houve trabalho feito no interior do museu, mas Odete Paiva confessa que poderá até nem ser visível. Certo é que a reabertura do Museu Nacional de Grão Vasco vai ter novidades. “Vamos modernizar o nosso sistema de bilhética, vai ser possível a partir de agora adquirir bilhetes online e também vamos instalar uma máquina de venda automática de bilhetes. Notámos alguma relutância de alguns visitantes na questão de pagar com cartões ou dinheiro, que implica um contacto pessoal maior”, acrescenta a diretora do Museu Nacional de Grão Vasco.

Em Lamego, o Museu da cidade, reabre esta segunda-feira, em dia de aniversário da instituição: celebra 104 anos de atividade. Haverá, por isso, atividades comemorativas para assinalar a data. Uma delas vai ser a entrega, por parte do município, da medalha de ouro da cidade ao museu. Mas há mais. “Vai ser entregue ao museu um fragmento arquitetónico com uma inscrição do Mosteiro das Chagas. Chegam também nesse dia algumas pinturas restauradas que pertencem à Capela de São João Batista”, descreve Alexandra Falcão, diretora do Museu de Lamego. Ao final do dia, a instituição disponibiliza online o “Lamego Doc”, um filme que relaciona os objetos do Museu e a história e evolução da cidade de Lamego.

De portas fechadas, a instituição aproveitou para executar alguns trabalhos de reparação do interior do museu. “Temos em mãos, como é conhecido, um projeto que inclui recuperar toda a cobertura, caixilharias e instalar um elevador. E há depois a parte imaterial dessa intervenção focada na produção de conteúdos inclusivos, por forma a que o Museu de Lamego seja para todos”, detalha Alexandra Falcão, reconhecendo que este é um trabalho mais invisível, mas que, assegura, dentro de alguns meses será notado.

Com o encerramento devido à pandemia, e à semelhança do que aconteceu com o Museu Grão Vasco, em Lamego a perda fez-se notar no número de visitantes. “Tínhamos uma dinâmica de contacto com o público. Houve um aumento dos utilizadores virtuais do Museu, mas o contacto presencial perdeu-se e claro que estamos com muita expectativa da forma como se vai proceder a um retorno do público ao Museu. Estamos muito ansiosos, até com algum nervosismo, mas esperamos que seja o princípio de um regresso a uma nova ou velha normalidade”, conclui Alexandra Falcão.

Esplanadas podem reabrir, mas, para alguns, isso pouco ou nada significa

Também esta segunda-feira têm autorização para reabrir as lojasrcio vão abrir portas as lojas até 200 metros quadrados com porta para a rua. Da mesma forma, o Governo permite que as esplanadas sejam ocupadas por quatro pessoas em cada mesa. Esta reabertura por fases não agrada a toda a gente. Luís Fonseca, responsável por um restaurante no Centro Histórico de Viseu, não deve abrir já esta segunda-feira.

“Não faz sentido abrir-se esplanadas, estamos dependentes do tempo. Temos funcionários em lay-off, chamá-los e se as coisas correm mal, em termos de faturação não sabes se vais ou não conseguir pagar aos funcionários. Prefiro abrir depois, quem sabe a 19 de abril ou a 3 de maio”, descreve o empresário.

As consequências do confinamento, diz, são difíceis de calcular. “É difícil explicar isto, mas deve estar entre os 60 e os 80 mil euros de prejuízo”, concretiza. Resta tentar contornar. “Temos tido alguma ajuda do Estado para pagar a funcionários, tendo as contas em dia. Os funcionários recebem um pouco menos, mas sabem que não estamos a faturar. É a força de vontade. Não querer desistir e esperar que venha outros tempos para podermos voltar com força e energia. E vamos lá, estamos na luta”, conclui Luís Fonseca.

Há no entanto quem vá reabrir já esta segunda-feira. É o caso de um restaurante mais afastado do centro da cidade. “É tardio, mas é melhor agora do que nunca. O prejuízo e o impacto na estrutura foram grandes, mas há que aceitar as decisões”, refere, ao Jornal do Centro, Paulo Pinheiro, proprietário de um restaurante que está encerrado, a 100 por cento. “Não abrimos para take-away. Foram quase três meses fechados. Aproveitámos para remodelar o restaurante: a cozinha, tornar a esplanada mais atrativa, confortável e bonita”, descreve. Nesta fase mais complicada, Paulo Pinheiro não despediu ninguém. “Regressar é o fim da angústia, sinto ansiedade por poder reabrir. É uma nova etapa para ver se as coisas se equilibram e perceber se, efetivamente, isto não fecha mais para compensarmos o prejuízo para trás: que é grande”, assinala.

Alguns feirantes não sabem fazer mais nada, alerta associação
Se trabalhadores que não podem ser esquecidos quando se escrever a história dos mais prejudicados, são os feirantes. Longos meses sem poder montar a tenda e, quando era possível, não era para alguns. Houve várias semanas em que, quanto muito, só poderiam estar a vender os feirantes do ramo alimentar. Delfim Almeida, da Associação de Feirantes das Beiras, está preocupado com o futuro destas pessoas.

Algumas, confidencia ao Jornal do Centro, pouco ou nada mais sabem fazer. “Não têm formação e conhecimento para fazer mais nada. Essa é que é a parte difícil. Noutros setores, as pessoas sabem fazer mais uma coisa ou outra. O feirante está habituado a levantar cedo, vender e pouco mais. Não é fácil. Devia ter havido uma atenção específica para este setor de atividade, no sentido de as pessoas não abandonarem. Mas não houve. Muitos deles têm problemas com a Segurança Social, não têm direito aos apoios…”, enuncia.

Há, no entanto, feirantes que podem não ter condições para tornar a abrir atividade. “Esta crise já obrigou o feirante a reciclar-se. Muitos já têm os negócios no Facebook ou na internet, outros mudaram a área de negócio para a venda porta a porta. E não devem aparecer todos. Se calhar quem gere as feiras vai ter de redefinir a metragem de cada feirante”, prevê Delfim Almeida.

Desconfinamento vai avançar

Esta segunda-feira reabrem os equipamentos sociais na área da deficiência. No desporto voltam ao ativo as modalidades desportivas de baixo risco e vai ser permitida a atividade física ao ar livre até quatro pessoas e os ginásios, mas sem aulas de grupo.

No próximo dia 19 de abril, voltam as aulas presenciais no ensino secundário e nas universidades. Reabrem teatros, auditórios e salas de espetáculos. Também vão estar disponíveis lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação. Reabrem todas as lojas e centros comerciais, bem como restaurantes, cafés e pastelarias, com um máximo de quatro pessoas ou seis, no caso de ter esplanada, até às 22h ou 13h ao fim de semana e feriados.

Nessa data, voltam as modalidades desportivas de médio risco e retoma a atividade física ao ar livre até 6 pessoas e ginásios sem aulas de grupo. Vai ser possível a 19 de abril realizar eventos exteriores com diminuição de lotação e casamentos e batizados com 25% de lotação.

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