Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Estamos a anos-luz de atingir a neutralidade climática que a União Europeia impõe para 2050

Public safety poster featuring a man in a plaid shirt; text reads 'A PREVENÇÃO COMEÇA EM SI. SAIBA COMO SE PROTEGER DOS INCÊNDIOS' with logos at the bottom.
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 Lusitano de Vildemoinhos reforça defesa com contração de Ricardo Ferreira
23.09.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Lusitano de Vildemoinhos reforça defesa com contração de Ricardo Ferreira
23.09.23
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Estamos a anos-luz de atingir a neutralidade climática que a União Europeia impõe para 2050

Um relatório da Greenpeace agora divulgado diz que Portugal aumentou a sua rede rodoviária em 2.378 quilómetros (346%), entre 1995 e 2018, enquanto a ferroviária diminuiu 18%. O que é que isto indica das sucessivas opções políticas relativamente à mobilidade?
É incentivar ao máximo o consumo de combustíveis fósseis. Por partes, nem toda a gente tem dinheiro para comprar um carro elétrico e mesmo a questão da substituição do carro elétrico tem outras consequências ambientais porque se de repente toda agente desatar a comprar elétricos isto seria catastrófico. As minas de lítio iriam destruir populações inteiras.
Ora, o que eu acho incrível é toda esta conversa à volta de investimento, e nunca houve tanto dinheiro como agora, mas a rede ferroviária em Portugal é uma miséria total. Se olharmos para o distrito de Viseu, ou até mesmo as zonas do interior, estamos completamente fechadas com estradas portajadas, vivemos numa ilha rodeada de portagens. As estradas surgiram para corrigir o desequilíbrio em termos de coesão territorial e isso não aconteceu. A acrescentar a isto, mais um atraso nas obras da linha da Beira Alta. A questão do transporte público em termos de que sirva a vida das pessoas não existe. E quando digo público não estou a dizer que tem de ser na alçada do Estado, seja privado ou público não há uma rede de transportes que permita às pessoas fazer as viagens coletivamente e a preços mais confortáveis e combatendo assim também a utilização do carro individual que está cada vez mais potenciada. Eu acho que quando existir uma rede ferroviária – acredito que daqui a uns anos, mas não sei se já vou ver isso – não sei se as pessoas vão voltar a andar de comboio. Elas estão já tão habituadas ao carro porque a suas vidas são os horários, o trabalho, as escolas… eu nem sei realmente se quando chegarmos lá isso vai combater alguma coisa em termos climáticos. Fica muito difícil conquistar o público para outras alternativas de transporte a não ser que os preços sejam muito competitivos.

Fala-se na ligação Aveiro/ Viseu/Vilar Formoso até 2050. Mas a região já perdeu décadas?
Perderam-se mesmo décadas e essas décadas vieram atrasar a vida das pessoas quer em termos pessoais, quer ambientais. Enquanto não existir essa linha era importante criar (e depois das obras da Linha da Beira Alta terminarem) um transporte que pudesse fazer a ligação entre Mangualde e Aveiro para que as pessoas possam viajar de comboio, isto com autocarros mais pequenos. Seria importante até para as pessoas perceberem que não precisam do seu carro e têm esta ligação a passar por Viseu/ Mangualde e poder ir a Aveiro apanhar o seu comboio para o resto do país. Era importante numa fase de transição até ter a tal ligação em 2050. Isto sim, era criar situações alternativas reais. Outra coisa importante é a questão da criação do passe único acessível que dê para circular no país todo de comboio. Este tem de ser o passo a seguir depois das linhas estarem todas requalificadas e construídas. Depois de termos uma boa rede viária se forem com preços exorbitantes não vai ser para toda a gente.

(Para ler na íntegra na edição do Jornal do Centro)

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