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Falta mais de uma dezena de técnicos do INEM em Viseu

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 Falta mais de uma dezena de técnicos do INEM em Viseu - Jornal do Centro
24.10.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Falta mais de uma dezena de técnicos do INEM em Viseu - Jornal do Centro
24.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Falta mais de uma dezena de técnicos do INEM em Viseu - Jornal do Centro

Dos 33 técnicos que deveriam estar alocados ao serviço das três ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), situadas em Viseu, apenas estão 19. Assim, à semelhança de outras regiões do país, faltam no concelho, pelo menos, 14 profissionais.

A falta de técnicos, alerta o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, até já levou ao encerramento de uma das três ambulâncias que estão em Viseu, que deixou de operar há mais de meio ano.

“Das três ambulâncias próprias do INEM, que estão em Viseu, uma delas está encerrada há vários meses por falta de técnicos e as outras duas vão estando ora abertas, ora encerradas, de forma intermitente, tendo em conta a disponibilidade dos poucos técnicos existentes”, explicou ao Jornal do Centro Rui Lázaro, presidente do sindicato.

O responsável considera mesmo que “os técnicos para as ambulâncias de Viseu estão, efetivamente, muito abaixo das necessidades” e alerta para a possibilidade de mais profissionais abandonarem a profissão.

“Atualmente, dos 33 técnicos que seria o número mínimo para Viseu, estão alocados a essas três ambulâncias apenas 19. Sendo que, é já do nosso conhecimento que alguns irão abandonar o INEM nos próximos meses”, afirma.

Rui Lázaro diz que nos últimos anos Viseu viu a situação dos técnicos piorar. “Há cinco ou seis anos não havia esta carência de técnicos em Viseu. Hoje existe, porque os que estavam, fruto da fraca atratividade da carreira, procuraram outras soluções, uns saíram do INEM, outros ficaram mas com outras funções mais bem remuneradas e mais valorizadas”, explica.

O responsável não tem conhecimento de constrangimentos causados por atrasos de ambulâncias do INEM na região, mas acredita que provavelmente já poderá ter acontecido.

“Tudo isto já está a causar constrangimentos no socorro à população, através da demora no envio de meios por não haver ambulâncias disponíveis e em alguns casos, que já vieram a público, com fins trágicos. Não nos chegaram casos de Viseu, mas haverão de certeza situações. Mas, no domingo, bem perto, em Coimbra, só foi enviada uma ambulância 41 minutos depois da ocorrência, quando os ânimos já estavam exaltados, e ainda foi necessário o tempo da ambulância se deslocar ao local”, lamenta.

Ambulâncias dos Serviços de Urgência Básica também podem parar
O concelho de Viseu tem três ambulâncias próprias do Instituto e outras tantas, de suporte imediato de vida, espalhadas pelo distrito, como Cinfães, São Pedro do Sul, Lamego ou Moimenta da Beira. Mas, até estas viaturas, sediadas nos Serviço de Urgência Básica, correm o risco de parar.

“Com o limite ao trabalho extraordinário, desde 1 de outubro, e com a greve ao trabalho extraordinário a partir de 8 de novembro, a previsão é que mesmo as ambulâncias de suporte imediato de vida sediadas no Serviço de Urgência Básica, a previsão é que comecem a estar bastantes dias encerradas por falta de técnicos”, alerta Rui Lázaro.

Há soluções para “tratar da saúde” do INEM?
O responsável afirma que contratar mais técnicos até poderia ser uma solução, mas nos últimos anos isso tem sido feito e não tem resolvido o problema, apontado como causas a “carreira pouco atrativa” e as “baixas remunerações”.

“Contratar mais técnicos, por si só, tem sido a medida dos últimos anos e não tem dado resultados. Trata-se de uma carreira muito pouco atrativa, estamos a falar de técnicos altamente diferenciados, a trabalhar de dia e de noite, 365 dias por ano, a ganhar pouco mais que o ordenado mínimo em início de carreira, isto leva a que a taxa de abandono seja elevadíssima”, afirma.

Rui Lázaro aponta três caminhos para resolver os constrangimentos da falta de técnicos. “Primeiro, é preciso rever imediatamente o índice remuneratório destes técnicos e dar-lhes um valor mais justo, para que os que estão não se queiram despedir à procura de melhores soluções, mas também para que se possa atrair mais candidatos aos concursos que têm ficado praticamente vazios, o último concurso que o INEM teve não completou sequer 30 por cento das vagas”. Depois, sustenta, é preciso “iniciar o processo de revisão da carreira, que já é demorado, mas é preciso inicia-lo; e por último, definir um rumo diferente para o INEM. Provado que está que a direção em função há sete anos não foi capaz de dar as respostas que o INEM e os portugueses merecem, há que encontrar outra solução”, finaliza.

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