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A Iniciativa Liberal de Viseu diz-se preocupada com o “aumento generalizado” de pessoas sem médico de família. O partido diz em comunicado que há, na região, cerca de 15 mil utentes a precisar de clínicos.
Só na área abrangida pelo Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões, segundo o partido, faltam 23 clínicos na região. “A situação mais critica verifica-se precisamente no concelho de Viseu, com para uma população total de cerca de 99 mil habitantes”, recordam os liberais. Um número que, frisam, corresponde a cerca de 10 por cento da população da cidade.
Com a falta de médicos nos centros de saúde, o partido alerta que os utentes, caso tiverem problemas de saúde, “terão que recorrer eventualmente às urgências hospitalares ou ao sector privado para solucionar o seu problema”.
Os liberais referem ainda que a situação é “ainda mais preocupante” com o problema das chamadas unidades ponderadas.
Lá, dizem, “determina-se que os utentes idosos sobrecarregam mais os serviços de saúde (necessitando de mais consultas médicas) do que os utentes mais jovens, pelo que uma quantidade elevada de utentes idosos num determinado centro de saúde necessitará de mais médicos e profissionais, comparando com um centro de saúde que atenda um maior número de crianças e jovens”.
“Para se compreender melhor o conceito, o rácio definido legalmente e recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 1.917 Unidades Ponderadas por médico de Medicina Geral e Familiar, e em todo o ACES Dão Lafões, este rácio só é respeitado na USCP de Castro Daire”, referem.
O IL acrescenta, na nota, que Viseu apresenta um total de 144 mil unidades ponderadas para um total de 56 médicos de MGF em todo o concelho de Viseu, “o que significa que estão em falta 23 médicos de família para se fazer cumprir o recomendado pela OMS”.
O partido pediu mais esclarecimentos à direção do ACES Dão Lafões, que lembrou que foram recentemente abertas apenas três vagas para contratar mais médicos na zona, contrastando com a situação vivida em outras regiões como Lisboa e Vale do Tejo, onde, diz o IL, as vagas foram preenchidas.
“O Governo e os órgãos de gestão dos serviços de saúde, nomeadamente ao nível do ACES Dão Lafões, não apostam na promoção de saúde e prevenção de doença da população das regiões Norte e Centro, missão que tão bem caracteriza os centros de saúde. O Estado português não olha para os problemas do país a longo prazo e a alternativa para esta problemática na saúde só pode passar pela abertura de mais vagas para a especialidade e de mais vagas para os concursos públicos ao nível dos centros de saúde”, afirma o núcleo territorial de Viseu, que defende o investimento nos cuidados de saúde primários, “pois só assim se evita que se sobrecarreguem as urgências e os serviços hospitalares ao nível da região”.
“A Iniciativa Liberal Viseu demonstra disponibilidade para participar no processo de mudança deste paradigma, da mesma forma que se tem mostrado capaz de avançar com propostas de reforma extensas, preparadas e baseadas na melhor evidência”, conclui o partido.