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Flores roxas para mostrar que epilepsia não é o bicho papão

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 Flores roxas para mostrar que epilepsia não é o bicho papão - Jornal do Centro
14.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Flores roxas para mostrar que epilepsia não é o bicho papão - Jornal do Centro
14.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Flores roxas para mostrar que epilepsia não é o bicho papão - Jornal do Centro

A Liga Portuguesa Contra a Epilepsia distribuiu flores roxas esta segunda-feira (14 de fevereiro) no Hospital de Viseu.

A ação aconteceu no Dia Internacional contra a doença, que atinge milhares de pessoas em Portugal.

Ao Jornal do Centro, o vogal da Secção Regional do Centro da Liga Contra a Epilepsia, Rui André, garante que esta ação serviu “para alertar a população que a epilepsia existe, mas não é o bicho papão que as pessoas acham que é”.

“Quisemos tentar desmistificar alguns mitos à volta da doença e alertar que existem estruturas de apoio aos doentes, que não devem ser discriminados e devem ser apoiados”, acrescenta. Além de Viseu, também Leiria, Coimbra e Cantanhede receberam iniciativas semelhantes.

O médico Rui André lembra que a epilepsia tem várias causas, sendo “altamente prevalente”. “Estima-se que, em Portugal, 50 a 60 mil pessoas sofram da epilepsia. De uma maneira mais simples, uma em cada 200 pessoas sofrerá epilepsia, que não é igual a ter convulsões. Uma pessoa pode ter convulsão sem ter a doença. Epilepsia é uma predisposição para ter crises que não são provocadas”, explica.

O especialista refere que, ainda hoje, continuam a existir alguns receios sobre a doença, “alguns infundados”, e ainda “alguma estigmatização dos pacientes”.

“A grande maioria das pessoas que têm epilepsia podem ter uma vida mais ou menos normal: podem trabalhar, podem conduzir desde que a sua epilepsia esteja controlada, podem divertir-se e podem ter outras atividades”, destaca.

A doença é mais prevalente nos primeiros anos de vida e depois dos 60 anos. O Hospital de Viseu tem uma consulta especializada em epilepsia há sete meses, onde trabalham três médicos.

Rui André diz que, no início, o serviço registou “uma afluência grande e a lista de espera também era grande porque, como era uma novidade, houve muitas referenciações num curto espaço de tempo”.

“Neste momento, não temos praticamente nenhuma lista de espera para a consulta, que anda à volta de três semanas. E, mesmo assim, não ocupamos todos os espaços de primeiras consultas que temos neste momento”, acrescenta.

Rui André refere que, mesmo em tempo de pandemia, “manteve-se sempre a atividade assistencial nas primeiras consultas presenciais”.

“Muitas das segundas consultas foram feitas por telefone para evitar deslocações desnecessárias dos doentes ao hospital, mas neste momento já retomamos a normalidade desde maio do ano passado”, conclui Rui André.

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