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Mais de duas dezenas de funcionários judiciais estiveram esta manhã (27 de abril) concentrados no Rossio, em Viseu.
Em plenário convocado pelo Sindicato, exigem um estatuto profissional que garanta justiça para quem nela trabalha.
“Basta de nos tratarem assim e de nos ignorarem. Somos uma classe especial, com deveres especiais, trabalhamos para um órgão de soberania mas neste momento só temos deveres. Não temos direitos”, começa por dizer Helena Oliveira.
A coordenadora regional do Sindicato dos Funcionários Judiciais fala em “trabalho escravo”.
“Quando vemos aqueles processos mediáticos em que os colegas estão até às duas ou três da manhã a trabalhar, às nove da manhã esse colega tem que lá estar. Somos obrigados a permanecer, a fazer e a estar. Se isto não se chama trabalho escravo, então o que se chamará?”, interroga-se.
António Santos é oficial de justiça há 32 anos. Diz sentir-se “massacrado”.
“Somos constantemente orientados no sentido de trabalhar para estatísticas, para cumprir objetivos. somos monitorizados ao segundo. Controlam os nosso atos informaticamente, quando a nossa atividade vai muito para além de cumprir despachos no sistema informático”, reclama.
Também as condições de trabalho, ou a falta delas, são motivo de protesto.
Luís Barros, do Sindicato dos Funcionários Judiciais, revela que há tribunais na comarca de Viseu onde chove no interior.
“Temos muitos tribunais onde há infiltrações de água, outros que não têm acesso para pessoas deficientes. Também há falta de equipamentos, como é o caso de impressoras e/ou fotocopiadoras, que se reflete, depois, no bom funcionamento dos tribunais”, conclui.
O Sindicato prevê mais formas de protesto caso o Governo não reveja a situação dos funcionários judiciais.