José carreira
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Open white car trunk filled with coiled hoses and cables, plus clamps and a red tool; GNR logo on the lid.
Group of eight professionals in business attire standing on the entrance stairs of a building labeled Training Center, posing for a team photo.
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Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.

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Five people in a formal ceremony pose on a stage; two men in suits hold framed certificates while the other three stand nearby, smiling.
Male singer on stage performing to a packed crowd raising hands under purple lighting.
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GNR registou 1.657 crimes nas escolas, cerca de 80 de bulliyng e ciberbullying

Dados revelados no Dia Mundial de Combate ao Bullying

20.10.26
fotografia: Jornal do Centro
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20.10.26
Fotografia: Jornal do Centro
CUF healthcare ad: a patient is being scanned in a CT machine, with the slogan “Dos pés à cabeça, todo o cuidado é CUF.”
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A GNR registou este ano mais de 1.650 crimes em ambiente escolar, dos quais cerca de 80 de bullying e ciberbullying, anunciou a corporação, que hoje se associa ao Dia Mundial de Combate ao Bullying. 

Na área da sua responsabilidade, a GNR contabilizou este ano 72 ocorrências associadas à prática de bullying, sendo que Setúbal (10), Porto (nove), Castelo Branco e Lisboa (ambos com oito) e Santarém (sete) foram os distritos com maior número de casos.

Foram igualmente detetadas seis casos associados a ciberbullying, dividindo pelos distritos de Braga (dois), Setúbal (dois), Porto (um) e Santarém (um).

Nesta área de atuação, a GNR desenvolveu no ano letivo 2025/2026 cerca de 1.850 ações de sensibilização, abrangendo mais de 67.100 crianças e jovens, maioritariamente em contexto escolar, mais 23% face ao ano letivo anterior.

A GNR alerta que os sinais de alerta para estas situações são silenciosos e, por isso, aconselha pais, professores e todos os cuidadores a estarem atentos, por exemplo, a alterações de humor, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes (dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento.

“Tal como acontece com a saúde física, também a saúde mental exige cuidado e atenção”, aconselha a GNR, que alerta para a importância de promover a regulação das emoções, fomentar a capacidade de resiliência face a dificuldades e desenvolver a empatia, através da compreensão do outro e da criação de redes de apoio.

Sublinha que o papel da família, dos pares e das escolas é determinante e apela a um “acompanhamento atento” por parte da comunidade escolar, nomeadamente professores e psicólogos.

Defende ainda a normalização da procura de apoio psicológico e médico como “um gesto de coragem e autocuidado” e pede uma “escuta ativa”, onde os jovens se sintam seguros para partilhar as suas experiências e onde os seus sentimentos sejam validados, mesmo na ausência de soluções imediatas. 

Pese embora o bullying não se encontre tipificado na legislação penal como crime, a GNR lembra que está associado a vários crimes, tais como as ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e coação, correspondendo os dois primeiros aos comportamentos mais frequentes.

No Dia Mundial de Combate ao Bullying, a GNR aconselha os jovens a não serem cúmplices, denunciando as situações, promoverem o respeito e a inclusão entre os colegas e a adotar estratégias de segurança como andar sempre acompanhados frequentar locais que não sejam isolados, ignorando quem pratica estes atos e agindo com firmeza.

Quanto aos ciberbullying, a GNR aconselha a que se guarde sempre provas, mantendo os registos das mensagens ou conteúdos ofensivos, que nunca se responda às ofensas e não se partilhe casos de bullying. Apela ainda à denúncia destas situações.

Nestes casos, alerta os encarregados de educação para se manterem envolvidos na rotina escolar e digital das crianças, denunciando todas as suspeitas e guardando provas.

“A educação e segurança começa em casa”, avisa.

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