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Life-sized mannequin outdoors wearing a colorful gas mask and a loose beige T‑shirt, near a glass greenhouse. Suppressed windswept clouds in the sky enhance the surreal scene.
Aerial view of a European town with red-tiled roofs, white church with a tall steeple, and a circular plaza surrounded by streets and greenery.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Governo deve ajuste direto da ligação aérea regional deste ano à Sevenair

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16.07.24
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Governo deve ajuste direto da ligação aérea regional deste ano à Sevenair

O Governo tem em dívida para com a Sevenair os serviços aéreos prestados este ano na ligação aérea regional que liga Bragança a Portimão e com paragem em Viseu, disse o administrador da empresa, Carlos Amaro.

Até abril, altura em que terminou o ajuste direto firmado em janeiro, o montante em dívida era já de 750 mil euros, ou seja, 187,5 mil euros por cada mês.

“Em janeiro, assinámos um ajuste direto ainda com o Governo anterior, que previa recebermos mensalmente a quantia correspondente acordada. A verdade é que esse ajuste direto já terminou, era só por quatro meses. Não recebemos nem um tostão”, explicou Carlos Amaro.

O administrador acrescentou ainda que, já com o novo Governo em funções, a Sevenair aguarda a formalização de um novo ajuste direto, o que tem permitido que a ligação se mantenha.

“Temos uma ligação às pessoas e a este serviço. E para nós é muito complicado suspender. A pedido do Governo, temos estado a aguardar que os procedimentos existam e que possamos receber. Porque não recebemos do anterior (Governo) nem nenhuma verba do atual”, disse Carlos Amaro, que revelou ainda que o pagamento das concessões finda também ainda não está totalmente saldado, perfazendo “no limite mais de 3,5 milhões” de euros.

O contrato da concessão do serviço de transporte aéreo regular Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão terminou em 28 de fevereiro.

Esta medida foi tomada após um ajuste direto de 750 mil euros do anterior Governo liderado por António Costa enquanto decorre o Lançado concurso público internacional para ligação aérea que passa por Viseuhttps://jornaldocentro.pt/noticias/diario/lancado-concurso-publico-internacional-para-ligacao-aerea-que-passa-por-viseu para a concessão do serviço. O concurso público é internacional, o preço base do procedimento, sem IVA, é de 13,5 milhões de euros e o prazo de execução do contrato é de quatro anos.

“O concurso, só está previsto lá para outubro haver adjudicação, para nós ou para outro concorrente. É uma situação muito constrangedora mas que aconteceu com todos os governos. Quer de um partido quer de outro, nunca houve ligação entre um concurso e outro a tempo”, diz Carlos Amaro, que está à frente da empresa que presta o serviço há 15 anos.

Desde 29 de fevereiro que a Sevenair introduziu . Os voos de segunda e sexta-feira são feitos em todas as escalas, às terças e quintas-feiras os voos são diretos entre Bragança e Cascais e aos sábados não há escala em Vila Real. Às quartas-feiras e domingos não há voos.

Até ao final de fevereiro, os voos eram feitos de forma regular entre Bragança e Portimão, com paragem em Vila Real, Viseu e Cascais.

“É quase um caciquismo aquilo que estamos a fazer em relação a esta linha e às populações que estamos a servir. Custa-nos muito interromper. No momento em que interromper, terei de despedir pessoas. São 80 ligadas a esta linha, nas várias escalas, tripulações e manutenção”, lamentou Carlos Amaro, admitindo que vai ser “muito difícil” suportar a ligação até haver decisão do concurso público.

Carlos Amaro disse ainda que, no limite, os aviões podem ser atribuídos a outras linhas, para que se continuam operacionais.

“E depois já não podemos voltar. Ou teremos de fechar. E não podia manter 80 empregos numa linha para fechar. Teria de fazer um layoff ou extinção dos postos de trabalho. Estamos a tentar a todo o custo evitar isso”, garantiu Carlos Amaro.

A Lusa contactou o Ministério das Infraestruturas e da Habitação, mas até ao momento ainda não obteve resposta.

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