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Granjinha, onde há tesouros que o livro de S. Cipriano guarda

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 Granjinha, onde há tesouros que o livro de S. Cipriano guarda - Jornal do Centro
21.04.24
fotografia: Jornal do Centro
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 Granjinha, onde há tesouros que o livro de S. Cipriano guarda - Jornal do Centro
21.04.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Granjinha, onde há tesouros que o livro de S. Cipriano guarda - Jornal do Centro

Antiga quinta criada pelo Mosteiro de frades Bernardos de São Pedro das Águias, a atual povoação de Granjinha acabou por crescer bastante ao longo dos séculos até ser considerada como uma paróquia e freguesia autónoma.

O seu topónimo, originalmente “Granja Nova”, talvez tenha surgido para distinguir este lugar da povoação de Granja do Tedo.

O termo «Granja», terá começado a ser utilizado em Portugal aquando da entrada da Ordem de Cister em Portugal, tendo sido depois utilizado dentro do couto cisterciense de São Pedro das Águias, tratando-se, desse modo, de um topónimo de origem monástica referente ao latino «granu-», adaptado para a língua franco-francesa, e que nomeia as quintas fundadas dentro dos coutos dos mosteiros de Cister.

No ano de 1537, a atual povoação de Granjinha, e o concelho de Paradela onde se inseria, pertenciam a Luís Alvares de Távora.

A localidade pode-se orgulhar de possuir no seu território uma das jóias do românico em Portugal – a antiquíssima Igreja de São Pedro das Águias – porventura um dos mais belos templos portugueses e um dos melhores exemplares do período românico, apesar das suas diminutas dimensões e localização. Este templo encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 17 de abril de 1953. Junto a esse antigo eremitério existe uma necrópole medieval que se encontra incluída na sua Zona Especial de Proteção.

Mas a sua riqueza arqueológica não se esgota naquele local, dado que é necessário fazer referência aos vestígios do período Calcolítico do Povoado da Porqueira e à Calçada de Santa Bárbara que se apresenta como um troço seguro de via romana/ medieval.

Relativamente ao património arquitetónico, é de mencionar a sua igreja paroquial, com o orago de Santo Amaro, e que apesar das alterações dos últimos 200 anos ainda guarda algumas preciosidades como por exemplo dois altares das centúrias de seiscentos e de setecentos. Um pouco mais afastada da povoação, para sudeste, é possível visitar a Capela de Santa Bárbara, novecentista.

Para norte estende-se o caminho antigo que liga a povoação às quintas que cresceram sob a proteção e influência dos monges. Um pouco mais a norte, esse caminho passava pela entrada da cerca do próprio Mosteiro das Águias e, depois, pela Quinta da Aveleira até chegar a Távora.

Por esse sinuoso e deslumbrante caminho é possível ao visitante observar a Quinta da Cruz (atual Casa Daniel), implantada sobre a Penha Amarela, à qual se segue a Quinta das Herédias (antiga quinta do Aranda ou de Pontezellos), classificada como Imóvel de Interesse Municipal, e cujos terrenos, com diversos tipos de armação que o homem duriense foi experimentando ao longo dos séculos para suster as vinhas, em conjunto com os pomares e as hortas, envolvem o núcleo edificado onde sobressai a elegante e romântica Casa do Senhorio e a novecentista capela da quinta, e cuja história está indelevelmente ligada ao cenóbio cisterciense e a famílias importantes da região que a arrendaram ao longo dos últimos 400 anos. Para oeste, é preciso atravessar uma ponte antiga que vence o ribeiro que corre desde Paradela, observando-se logo a seguir, numa cota mais elevada, a oitocentista Quinta do Belo Jardim.

O Incêndio no Mosteiro de S. Pedro das Águias
O Estado tinha roubado os frades e por isso os foreiros entenderam poder fazer o mesmo ao Estado, visto que ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão. Havia, porém, uma dificuldade: no convento existia o tombo das propriedades e foros. Era mister fazê- -lo desaparecer. Reunidos os foreiros, deliberaram cortar o mal pela raiz incendiando o convento. Se a deliberação foi rápida, a execução não o foi menos. Uma noite o convento apareceu em chamas. Não houve pressa em prestar-lhe socorros. Só quando o fogo já ia lambendo a igreja é que chegaram. A igreja salvou-se, mas nunca mais foi consagrada ao culto católico. Hoje é um templo…de Baco. Existe ali uma respeitável adega. O remédio foi eficaz: nunca mais ninguém pagou foros.”

A Lenda
Dois Cântaros de Chumbo com Oiro (Cabriz) A sudoeste da povoação da Granjinha ficam os Castelinhos dos Cabriz onde, diz o povo, há tesouros que o livro de S. Cipriano localiza e descreve. Diz- -se me smo que à beira de um castanheiro, aí plantado precisamente para servir de marca, está uma fortuna: dois cântaros de chumbo com ouro. Também se acredita que na chamada Cova da Moura há um encanto tal que no dia de S. Pedro as mouras saem do seu esconderijo e vêm cá para fora pôr a roupa a secar.

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