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Greve junta professores, funcionários e alunos das escolas de Carregal do Sal

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 Greve junta professores, funcionários e alunos das escolas de Carregal do Sal - Jornal do Centro
11.01.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Greve junta professores, funcionários e alunos das escolas de Carregal do Sal - Jornal do Centro
11.01.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Greve junta professores, funcionários e alunos das escolas de Carregal do Sal - Jornal do Centro

A greve dos professores levou esta quarta-feira (11 de janeiro) ao fecho das escolas básica e secundária de Carregal do Sal. Os grevistas estiveram concentrados ao início da manhã à porta do agrupamento de escolas local, numa ação de protesto que juntou não só docentes, como funcionários e os alunos. A manifestação contou com a presença de cerca de meia centena de pessoas.

“A greve está a ter um grande impacto, nos primeiros tempos da manhã o portão da Escola Secundária esteve fechado e à secundária juntou-se depois a Escola Básica”, explica Dores do Carmo, uma das docentes que hoje participou na ação de protesto.

“Não posso precisar o número de professores em greve, até porque juntaram-se à manifestação funcionários e alunos. Uma grande parte dos professores fez greve”, adiantou.

Em Carregal do Sal, a paralisação surgiu por intermédio de um movimento de docentes que surgiu de forma espontânea, aproveitando o pré-aviso de greve dos sindicatos.

“Era suposto ser uma greve apenas nos dois primeiros dois tempos da manhã, mas não haverá aulas o dia todo. A direção já informou os pais que viessem buscar os meninos porque não havia escola e provavelmente não haverá cantina”, acrescentou Dores do Carmo.

A greve foi agendada “em defesa da escola pública”. No concelho carregalense apenas as escolas primárias não fecharam.

“Esta greve é por mais qualidade da escola pública e na educação, pelos nossos filhos, netos e por quem trabalha na escola”, refere a professora Dores do Carmo, salientando que em causa está também a municipalização da colocação dos professores, as quotas de avaliação a burocracia e processo de colocação de professores.

“É somatório de fatores que tem vindo a lesar a nossa profissão”, conclui a docente.

O Jornal do Centro tentou sem sucesso ouvir a direção do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal.

O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) iniciou em 09 de dezembro uma greve por tempo indeterminado, que deverá prolongar-se, pelo menos, até ao final do mês, e organiza uma marcha em Lisboa no sábado.

Outras oito estruturas, entre as quais a Federação Nacional de Professores (Fenprof), também têm promovido um conjunto de protestos, incluindo uma greve por distritos a partir de segunda-feira e uma manifestação nacional no dia 11 de fevereiro.

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