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O Tribunal de Viseu começa a julgar esta quarta-feira o caso de um grupo de pessoas acusadas de fazer burlas com carros de gama alta. No total, e depois da investigação do Ministério Público desde 2019, sentam-se no banco dos réus 17 arguidos acusados de 133 crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e posse de arma proibida.
De acordo com a acusação, os arguidos, dos quais seis encontram-se em prisão preventiva, usavam documentos bancários e de identificação falsos para comprarem automóveis de marcas como Ferrari ou Porsche. Faziam-se passar por pessoas com boa posição social e financeira e respondiam a anúncios colocados na internet. Um dos casos envolveu o dono de um carro em Lamego.
Estabelecido o contacto que e “fechado o negócio”, era enviado para o vendedor uma simulação de uma transferência bancária e antes que o proprietário desse conta de que o valor acordado não estava realmente na conta, já os burlões tinham alterado o registo de propriedade dos automóveis. Os carros seguiam depois para Espanha para serem vendidos.
O esquema de fraude fez vítimas por todo o país e, de acordo com o Ministério Público, as viaturas foram recuperadas e entregues aos proprietários que tinham sido burlados.