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Andreia Fausto tem 31 anos e dedicou parte da sua vida a causas humanitárias. Já passou por cinco países, em dois continentes.
Natural de Trevões, no concelho de São João da Pesqueira, tem um mestrado em saúde pública.
A primeira vez que saiu do país foi em 2009, na altura para fazer Erasmus. Dois anos mais tarde mudou-se para a Escócia onde completou o seu mestrado e “nunca mais” voltou a terras lusitanas. Está há mais de 10 anos fora de Portugal.
“[Neste momento] estou na cidade da Guatemala, na Guatemala. Não fui eu que escolhi a Guatemala, foi a Guatemala que me escolheu a mim. Na verdade, depois de estar há mais de três anos no Sudão surgiu a oportunidade de mudar de continente e não pensei duas vezes. Tinha muita vontade de viver na América Latina”, conta.
Para além do Sudão e da Guatemala, Andreia já passou pelo Maláui, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
“Comecei a trabalhar para o Governo britânico quando acabei o meu mestrado na Universidade de Glasgow, na Escócia. Isso levou-me através de um exercício de serviço internacional ao Maláui e aí começou o meu percurso em cooperação internacional”, explica
Hoje, Andreia Fausto é chefe de programas do Programa Mundial de Alimentos, uma Agência da ONU.
E como foi a mudança para tantas geografias e qual foi a receção que teve?
“Depende muito do país, houve países em que o verde e as bonitas praias predominavam, outros em que fui recebida com tempestades de areia. A primeira impressão das pessoas conta mais do que a paisagem em si. A maneira como funcionam os aeroportos, o serviço migratório de cada país, etc.”, refere.
Apesar de estar há pouco tempo na Guatemala, a emigrante já conhecia o país porque tem uma grande amiga natural do país.
“De uma maneira geral as pessoas são muito atentas e muito disponíveis para ajudar”, adianta.
Andreia nunca se sentiu posta de parte por ser estrangeira, mas salienta que isso acontece também porque tem “sempre uma atitude humilde, de aprendizagem e de respeitar a cultura dos países e povos” por onde passa.
“O que mais gosto [na emigração] é da experiência cultural, dos povos, de falar diferentes idiomas, de conhecer pessoas novas, de estar e conhecer países diferentes, de me habituar a novos cheiros, provar novas comidas”, avança.
Em sentido inverso, o que menos aprecia é a distância daqueles que mais ama, “da perda dos aniversários das sobrinhas, de comer um viriato da pastelaria Amaral, de não jantar fora com os amigos, de não falar português nas ruas”. “Na verdade, o que menos gosto é ter saudades e de só estar bem onde não estou”, confessa.
Andreia visita Portugal pelo menos uma vez por ano. O regresso em definitivo ao nosso país não é uma opção e nem a pandemia a fez mudar de ideias.
“Gosto muito de viver esta oportunidade que a vida me deu e por agora não tenho nos planos voltar e estabelecer-me de novo, mas gosto de voltar sempre”, conclui.