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O helicóptero da Proteção Civil que foi alocado ao heliporto de Seia está estacionado no aeródromo de Viseu. O meio aéreo foi temporariamente desviado da região da Serra da Estrela enquanto a infraestrutura aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Para que o heliporto localizado em Pinhanços possa receber “luz verde” está a ser reunida alguma documentação necessária, mas a autarquia de Seia espera ainda esta semana ter todos os elementos para poder concluir o processo.
“Estivemos a desenvolver todos os trabalhos e preparação de toda a documentação que submetemos à ANAC em abril. Na semana passada tivemos as respostas do que faltaria e das questões para esclarecer. Já tivemos uma reunião com a ANAC e julgamos que durante esta semana teremos os elementos necessários para remeter e para poderem fazer a vistoria e dar autorização, não apenas para o heliporto, mas ao aeródromo para receber os meios de proteção civil”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro.
O autarca frisou que, para já, não são necessárias mais obras e que o que era preciso para garantir a autorização já foi feito. “Há intervenções de obra que serão necessárias para a certificação, que agora não são precisas. Aquilo que era para fazer já fizemos, que era eliminar alguns obstáculos e há alguns que não é possível e outros que custam algum dinheiro e não pode ser só o orçamento e os impostos do município de Seia a suportar uma infraestrutura que tem uso nacional”, disse.
Para o heliporto de Seia também estavam previstos dois Canadair, o que acabou por não acontecer por indisponibilidade no mercado europeu e por noutros continentes o preço representar o dobro do previsto. Luciano Ribeiro lamenta a situação, mas garante que a pista, após a autorização, “está em condições de receber qualquer tipo de aeronave de asa fixa e qualquer tipo de helicóptero”.
“Para a região da Serra da Estrela os meios que mais interessam são os helicópteros que possam atuar com mais profundidade nos vales e também os aviões médios, porque têm uma melhor atuação nos vales e montanha. Os Canadair são meios pesados, mas não são para usufruto exclusivo da região, são para usufruto nacional e daí a necessidade de contribuirmos para o esforço nacional no combate a incêndios”, salientou.
O autarca lembrou ainda que a infraestrutura localizada em Seia é “das pistas que geograficamente tem mais interesse para cobrir a maior mancha florestal na região Centro e Norte do país” e que, em termos de piso, “é a que tem maior resistência para naves pesadas, tanto que é utilizada regularmente pela Força Aérea quer nacional e estrangeiras, com aviões bem maiores que os Canadair”, concluiu.
Segundo o ministério da Administração Interna (MAI), a Força Aérea Portuguesa (FAP) tem estado no mercado à procura de meios aéreos para o combate a incêndios em Portugal, mas a guerra da Ucrânia tem dificultado a tarefa.
Nesta altura, faltam quatro helicópteros e dois Canadair mas, segundo o MAI, “os meios aéreos são escassos a toda a Europa”. “A FAP está a desenvolver todos os esforços possíveis e imaginários para conseguir e pagando mais do que estava previsto para garantir quatro helicópteros e dois ‘Canadairs’”, disse o ministro José Luís Carneiro.
Já a FAP, em declarações à Lusa, indicou que não se conseguiram alugar cinco helicópteros ligeiros por “indisponibilidade no mercado internacional” e “desistência de um dos fornecedores”, pelo que vão ser substituídos por helicópteros médios.
A FAP também não conseguiu concretizar o concurso relativo aos dois aviões anfíbios por indisponibilidade no mercado europeu e por noutros continentes o preço representar o dobro do previsto”, pelo que vão ser substituídos por dois helicópteros pesados.
A Força Aérea acrescenta ainda que a substituição destes dois aviões, também conhecidos por ‘Canadair’, foi coordenada com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e “permite minimizar a falta de aviões anfíbios no mercado”.