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Uma equipa de investigadores e técnicos está a combater a vespa da galha do castanheiro na zona do Douro, que abrange concelhos do norte do distrito de Viseu.
A equipa é coordenada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e pela Associação Portuguesa da Castanha, implementando medidas de combate à praga na fileira da castanha, que abrange concelhos como Sernancelhe.
O professor José Gomes Laranjo revelou que, no âmbito do projeto “BioVespa”, já foram feitas ações “em 116 municípios, situados não apenas em Trás-os-Montes e Douro, mas também nos distritos do Minho, Beiras, Douro Litoral, para além da região da Madeira, estimando-se abranger uma área de castanheiro de mais de 25 mil hectares”.
Segundo o também investigador, ao total, foram feitas 3.183 largadas de parasitoides, “sendo que a monitorização que tem vindo a ser efetuada demonstra atualmente que o parasitoide está instalado em todos os municípios abrangidos”, esperando que as suas populações se multipliquem e cresçam de forma a dominar a vespa.
A UTAD lembra números do Instituto Nacional de Estatística, que referem que Portugal produziu em 2020 perto de 42 mil toneladas de castanha, sendo que 85 por cento está localizada em Trás-os-Montes.
A vespa da galha do castanheiro surgiu em 2014 em Portugal, invadindo os soutos de castanha. Os produtores temeram inicialmente perdas superiores a 80 por cento, “o que constituiria uma séria ameaça à sustentabilidade do setor”.
A praga originária da China tem vindo a propagar-se nas últimas décadas pelos territórios produtores de castanha, tornando-se ativa sobretudo durante o verão com efeitos na primavera através do aparecimento de galhas.
O combate tem sido feito através do uso do parasitoide “Torymus sinensis”. Até ao final deste mês de maio, está a ser feita a largada destes insetos que, ao propagarem-se no mesmo espaço, vão parasitar as larvas existentes no interior das galhas, travando a formação de novas vespas.