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Os institutos politécnicos insistem em maior autonomia para o ensino superior. Quem o diz é a presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Maria José Fernandes, que foi reeleita para o cargo e tomou posse do novo mandato nesta terça-feira (16 de abril).
Na sua intervenção, Maria José Fernandes disse que os politécnicos têm pela frente desafios que exigem “políticas públicas que permitam responder-lhes e ir ao cerne das questões”.
“Não podemos ter respostas que apenas resolvam de forma parcial ou conjuntural as questões com que estamos confrontados. Estamos certos de que não é pela inexistência na orgânica do Governo de um ministério do ensino superior ou secretaria de estado que essas políticas públicas não serão implementadas”, sustentou.
A revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, a ação social e o financiamento do setor estão entre as prioridades de Maria José Fernandes, além da aplicação do decreto que permite aos institutos fazerem doutoramentos e passarem a ser universidades politécnicas.
O Politécnico de Viseu está a preparar o seu primeiro doutoramento em sustentabilidade agroalimentar e ambiental, em parceria com os institutos congéneres de Coimbra e Castelo Branco. O curso está a ser avaliado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
O CCISP também vai exigir do novo Governo a revisão de outros diplomas. Maria José Fernandes disse que os politécnicos precisam de ter mais meios para integrar “mais e melhor” os alunos com necessidades específicas e “criar todas as condições para que mais estudantes ingressem no ensino superior”.
“Temos de ser mais inclusivos e, para isso, é fundamental dar as melhores condições a quem chega em situação de desvantagem. Precisamos de aprofundar a política de diversificação da rede de centros de investigação e desenvolvimento, assim como o seu financiamento”, acrescentou.
A cerimónia da tomada de posse contou com a presença do novo ministro da Educação, Ciência e Inovação (que tutela agora o ensino superior), Fernando Alexandre. O governante prometeu diálogo e cooperação com as instituições politécnicas e concordou com a maior autonomia reivindicada por Maria José Fernandes.
Entre as reivindicações do CCISP, estão também a promoção de políticas que permitam reforçar a base social de participação, a criação de um novo sistema de financiamento da ação social e o reforço da ação social indireta (cantinas e residências de estudantes, entre outras valências) além de 2024.