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Juntos por um coração melhor

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 Juntos por um coração melhor - Jornal do Centro
14.02.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Juntos por um coração melhor - Jornal do Centro
14.02.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Juntos por um coração melhor - Jornal do Centro

O dia 14 de fevereiro, que assinala o Dia Nacional do Doente Coronário e o dia de São Valentim é um dia que celebra o amor e o romantismo e por isso, no âmbito dos cuidados de saúde é o melhor dia para se consagrar ao “coração” e ao “coração doente”.
Falar em “Coração doente”, não é nos dias de hoje exatamente igual a fatalidade, já que existem cuidados cada vez mais diferenciados que, em parceria com o Doente, a família e a comunidade permitem, que as pessoas com doença cardíaca mantenham e ou melhorem a sua saúde e a sua qualidade de vida.
A doença cardiovascular ocorre em consequência de um processo aterosclerótico que resulta numa obstrução das artérias que irrigam o coração, as artérias coronárias. Ao longo do tempo as gorduras e outras substâncias nefastas, depositam-se na parede das artérias coronárias, o que leva à formação de placas que vão estreitando os vasos sanguíneos, criando resistência à passagem de sangue que transporta o oxigénio e os nutrientes que o coração necessita para manter a sua atividade normal.

É neste contexto que, de uma forma silenciosa e ao longo da vida, a doença cardiovascular progride até um estado avançado, que está já presente quando ocorrem os sintomas. As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte no mundo e em Portugal, são a primeira causa de morte, estimando-se, segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, que sejam responsáveis por 29% dos óbitos.
A doença pode manifestar-se por uma dor torácica passageira que resulta de um défice transitório na irrigação do músculo cardíaco (miocárdio) e é denominada de Angor ou Angina de Peito ou, em situação maior gravidade, em que o défice de irrigação é mais prolongado resultando na morte de células musculares cardíacas da região afetada e que se denomina Enfarte Agudo do Miocárdio.
Os sintomas podem ser diferentes de pessoa para pessoa, os mais comuns incluem desconforto ou dor no peito que pode ter irradiação para o membro superior esquerdo, falta de ar, cansaço extremo durante o esforço e ou durante o exercício, náuseas e vómitos, mas a dor, também pode irradiar para a região do estômago, do pescoço ou ombro.

Em situação de Enfarte Agudo do Miocárdio as lesões sofridas podem ser tão graves que levem à morte súbita daí, a importância de agir rápido, reconhecendo os sintomas e ligando 112, sem ter receio de recorrer ao Hospital porque aí existe uma via de acesso rápido, designada de “Via Verde Coronária” que lhe permite aceder, no mais curto espaço de tempo, aos cuidados mais adequados à sua situação e assim reduzir ou eliminar as consequências negativas, deste evento de saúde.
Apesar do envelhecimento estar relacionado com as doenças cardiovasculares e esse não se poder modificar, são os fatores de risco modificáveis que nos devem preocupar e agir sobre estes para minimizá-los.

Assim, os fatores de risco cardiovasculares podem ser classificados em fatores não modificáveis, como a idade, género, etnia/raça, história pessoal e familiar de doença cardiovascular que, numa perspetiva de prevenção, não são passíveis de intervenção e os fatores de risco modificáveis que estão associados aos maus hábitos de vida e que influenciam significativamente o risco cardiovascular sendo eles o tabagismo, a alimentação, o consumo excessivo de sal, de álcool e de outras substancias ilícitas, o sedentarismo, o stress, a hipertensão arterial, as alterações do sono, o colesterol alto, a obesidade e a Diabetes Mellitus.
Neste contexto, a modificação de estilo de vida é um processo fundamental, que carece de motivação pessoal mas também do envolvimento de familiares e amigos numa cooperação facilitadora, para a adoção de um estilo de vida saudável e para o qual as medidas que se seguem são mandatórias, assim:
– efetuar 5 a 6 refeições diárias, ricas em vegetais;
– controlar a ingestão de sal sendo que no máximo, deve ingerir 5 gramas por dia, contabilizando para este valor, já o sal que contêm os alimentos como o pão por exemplo;
-privilegiar o consumo de peixe e carne de aves, sem a pele, em substituição das carnes vermelhas;
– consumir azeite como principal fonte de gordura;
– evitar fritos, queijos e leite gordos, alimentos processados, enchidos e presunto;
– evitar o consumo de açucares e doces;
– beber 1l a 1.5L de água por dia.
– deixar de fumar;
– praticar, diariamente, com duração de 30 minutos e adequada a cada pessoa, uma atividade física como, andar a pé, subir escadas, correr, nadar, dançar.
Se vive com uma doença coronária não tenha receio: a adoção de um estilo de vida saudável e a adesão à terapêutica instituída são os pilares básicos para manter por longos e bons anos os seus Afetos.
Informe-se, não tenha receio de perguntar e de se esclarecer junto dos profissionais!
Melhore a sua literacia em saúde! Melhore a sua literacia em saúde digital! Navegue no site da Direção Geral de Saúde! Aí encontrará informações esclarecedoras e valiosas para melhor gerir a sua doença crónica e que em muito contribuirão para dar mais vida aos seus anos, aos seus afetos e ao seu CORAÇÃO!

Elaborado por:
Fátima Veiga
Ana Barreiros
Andreia Ferreira
José Silva
Isabel Videira
Enfermeiros do Serviço de Cardiologia CHTVISEU

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