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O ex-deputado e antigo presidente da distrital de Viseu do CDS, Hélder Amaral, lamenta o resultado obtido pelo partido na região nas legislativas do último domingo (30 de janeiro).
Os centristas, que apresentaram Manuel Marques como cabeça de lista – e que deixou críticas à estrutura distrital por considerar ter havido uma falta de apoio à sua candidatura –, ficaram em sexto lugar no distrito de Viseu. O partido obteve 2,05 por cento dos votos.
O CDS já tinha perdido em 2019 o lugar de deputado que tinha por Viseu, tendo ficado em quarto lugar nas legislativas. Cargo que era ocupado até então por Hélder Amaral.
Questionado se estes resultados editoriais vaticinam o fim do partido na região, Hélder Amaral diz que é preciso fazer uma “reflexão profunda” a nível local e nacional, mas não esconde que o CDS é hoje um partido morto e residual.
“Se olharmos para as autárquicas, o CDS já tinha desaparecido. Nestas legislativas, o partido morreu, ficou residual no distrito e no país e perdeu representação parlamentar. Quando cheguei ao partido, não havia deputado por Viseu, conseguimos ter e eu próprio consegui ser eleito duas vezes”, recorda, falando de uma “profunda dor” pela queda do partido democrata-cristão.
Hélder Amaral pede também que os dirigentes do partido “tirem todas as consequências e não é preciso ir longe”. “Fui presidente da distrital durante muito tempo, fui o último deputado e, quando perdi a eleição (em 2019), não me escondi, abandonei todos os meus cargos políticos e assumi a minha responsabilidade”, lembra.
Hélder Amaral diz ainda que não foi convidado pelas estruturas do CDS para participar em ações do partido nos últimos tempos e critica os seus dirigentes por terem feito “um partido com base na vingança, no ódio e na crítica”.
“Fui alvo de um processo disciplinar por ter alertado há um ano que o meu partido estava a morrer. Estávamos divididos e a deixar de ser um partido tolerante. Estes dirigentes quiseram construir um partido diferente com base na perseguição, no ódio e no acerto de contas”, lamenta.
Hélder Amaral acrescenta que o CDS “tem um problema sério para resolver” e diz esperar que todos os militantes façam a sua reflexão sobre o estado do partido. “Eu farei a minha reflexão sobre o que é possível fazer, como nos voltarmos a encontrar e como encontrar alternativas e depois falar para o país porque o CDS perdeu utilidade e, quando perde utilidade, não faz sentido existir”, assume.
Além da situação do CDS, o ex-deputado também alerta para a situação da direita e diz que os partidos não identificaram sinais de mudança no eleitorado.
“Ninguém deu conta que o cavaquistão morreu? Ninguém deu conta de que, no interior, a direita era maioritária e deixou de o ser? Ninguém leu os sinais? Além do CDS, acho que a direita portuguesa tem de fazer uma reflexão profunda e perceber porque é que estes partidos, que eram maioritários no interior, perderam e descolaram do eleitorado. Como é que as soluções propostas e as respostas aos problemas do interior não são ouvidas e não são tidas em consideração?, questiona.
Quanto ao resultado eleitoral que deu a vitória ao PS no distrito, Hélder Amaral diz que os socialistas não a mereciam e lembra que o partido “não cumpriu nenhuma promessa”, lembrando o IP3, o IC16 e o centro oncológico no Hospital de Viseu. Também lamenta que os partidos de oposição não tivessem sabido fazer oposição ao Governo.
Nestas legislativas, o PS e o PSD elegeram quatro deputados cada por Viseu. Os socialistas venceram com 41,55 por cento dos votos e os sociais-democratas tiveram 36,81 por cento.