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Arrancou esta terça-feira (25 de janeiro) o voto antecipado para os idosos utentes de lares e para as pessoas que estão confinadas em casa por causa da Covid-19.
Ao todo, no distrito de Viseu e segundo dados facultados pelo Ministério da Administração Interna, inscreveram-se 790 eleitores para a modalidade de voto antecipado em lares e apenas nove para o voto antecipado em confinamento.
Nas presidenciais de 2021, foram feitas 540 inscrições para o voto antecipado em confinamento, abrangendo cidadãos residentes em lares na região.
E, ao que o Jornal do Centro também apurou, apenas três pessoas que estão em isolamento no concelho de Viseu se inscreveram. Já nos lares, 238 idosos fizeram a inscrição para o voto antecipado nas legislativas.
Ao todo, em Viseu, há três brigadas da Câmara local a percorrer um total de 21 instituições, mas nem todas devem abrir as portas aos serviços municipais devido a surtos ativos de Covid-19.
Um dos lares onde as urnas foram abertas foi o Lar de S. Caetano, da Misericórdia de Viseu, onde 18 utentes exerceram o direito de voto. Nas últimas autárquicas, foram duas vezes mais.
Contudo, pelo menos, 15 idosos interessados em votar não o conseguiram fazer a inscrição para votar nestas legislativas. Ao Jornal do Centro, a diretora técnica do lar, Elisa Batista, diz que a inscrição não foi feita por causa da correlação com as secções de voto onde os idosos estavam registados.
“Nós tivemos mais pessoas interessadas em votar. No entanto, quando entramos no portal do voto e quando as pessoas não estão na residência, mesmo no Lar de S. Caetano, o portal impede que nós continuamos com a vontade deles de votar por causa da secção de voto ao qual estão associados. E isso limitou o número de utentes a votar porque teria de ser em mobilidade, mas a das pessoas de idade coloca-as mais em risco”, explica.
Segundo Elisa Batista, houve 20 utentes do lar “que mostraram vontade em votar”, mas a instituição teve duas desistências.
“No meio dos votos, houve dois utentes que desistiram porque nós tivemos aqui um surto e eles estavam desanimados e não queriam votar porque já estavam saturados de estarem isolados e não quiseram votar”, conclui a diretora.
A nível nacional, há 13.118 eleitores, entre idosos em lares e pessoas em confinamento obrigatório por estarem infetadas com o SARS-CoV-2, que vão poder votar sem sair à rua até quarta-feira (dia 26).
De acordo com os dados finais da administração eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, inscreveram-se 397 cidadãos na modalidade de voto antecipado em confinamento e 12.721 cidadãos internados em estruturas residenciais para idosos.
O processo não é novidade e foi há um ano que as autarquias se organizaram pela primeira vez para ir recolher aos lares e ao domicílio dos eleitores em confinamento os boletins com a escolha para Presidente da República.
Como já aconteceu nas anteriores eleições presidenciais e autárquicas, durante os dois dias reservados ao processo equipas das câmaras municipais, acompanhadas por representantes dos partidos, vão porta a porta recolher os votos.
Depois de preenchidos, os boletins serão guardados em dois envelopes – primeiro num envelope branco que é depois colocado num outro envelope azul – e devolvidos ao presidente da câmara ou a quem o substitua.
Numa nota enviada na segunda-feira (dia 24), o Ministério da Administração Interna apela a todos os eleitores para “o rigoroso cumprimento das normas de segurança sanitária durante o exercício de voto, garantindo a segurança do processo”, nomeadamente utilização de caneta própria, máscara, distanciamento social e higienização das mãos.