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O despovoamento da região não é uma inevitabilidade, defende o cabeça de lista da CDU por Viseu nas legislativas.
Alexandre Hoffmann diz que é de “elementar justiça” viver e fazer vida no interior e acusa o PS e o PSD de promoverem o abandono das terras.
Na última semana da campanha eleitoral, o candidato comunista diz que o despovoamento pode ser combatido “com a valorização salarial” e o aumento das remunerações, que encara como “uma emergência nacional”, além de melhores condições de trabalho.
“Defendemos a valorização dos salários médios em convergência com os da Zona Euro, mas os salários não resolvem tudo só pelo aumento. É preciso criar condições de estabilidade laboral e acabar com esta espécie de mito urbano de que os jovens gostam e preferem a instabilidade e a precariedade laboral quando, na verdade, é exatamente o contrário”, frisa.
Alexandre Hoffmann defende também que, “conquistados os pilares da valorização dos salários e da estabilidade laboral”, é preciso “voltar a reabrir os serviços públicos” fechados na região.
O cabeça de lista da CDU propõe também “garantir uma rede de transportes e promover a acessibilidade”, investindo na ferrovia, na requalificação da rede viária e na criação de transportes públicos “que permitam uma mobilidade mais fácil e segura”.
“Consideramos que isto vai também fomentar a criação de emprego porque tornará o território mais atrativo”, acrescenta.
Alexandre Hoffmann acredita que o despovoamento “parece intencional” e critica o PS e o PSD que, acusa, “estão firmemente comprometidos com o abandono das terras”.
“Parece-nos inevitável que há aqui um compromisso e a CDU defende exatamente o contrário porque visa o desenvolvimento harmonioso do território e o desenvolvimento justo de igual forma”, reitera.
CDU reuniu com bispo de Lamego
Alexandre Hoffmann reuniu na segunda-feira (24 de janeiro) com o bispo de Lamego, D. António Couto, no dia que a candidatura da CDU dedicou à inclusão social. A comitiva incluiu também a candidata Isabel Souto.
Segundo a coligação PCP-PEV, na reunião, foram trocadas opiniões “essencialmente sobre a realidade social que se vive na área de influência da Diocese de Lamego”.
Os candidatos da CDU consideraram que a Igreja Católica “substitui não raras vezes a obrigação do Estado na promoção dos cuidados nos lares e preocupações sociais, nomeadamente através das suas IPSS manifestamente subfinanciadas”.
Já D. António Couto, acrescenta uma nota da candidatura, reconheceu a “ponte entre a cristandade e o projeto político da CDU na defesa dos mais pobres e desfavorecidos e na valorização da vida humana”.
A CDU lembra que o Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza indicou que o distrito de Viseu é um dos mais empobrecidos do país “com taxas de pobreza e exclusão social acima da média nacional”, com uma em cada quatro pessoas do distrito a viver no limiar da pobreza.