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Mais de 660 fogos rurais no distrito de Viseu em dez meses

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 Mais de 660 fogos rurais no distrito de Viseu em dez meses - Jornal do Centro
18.10.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Mais de 660 fogos rurais no distrito de Viseu em dez meses - Jornal do Centro
18.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Mais de 660 fogos rurais no distrito de Viseu em dez meses - Jornal do Centro

Nos primeiros dez meses do ano, o distrito de Viseu teve 663 incêndios rurais, segundo os últimos dados do Instituto da Conservação e Natureza das Florestas (ICNF). Segundo o organismo, Cinfães está entre os 20 concelhos que mais fogos tiveram ao longo de 2022.

O oitavo relatório provisório de incêndios rurais deste ano publicado pelo instituto, referente ao período entre 1 de janeiro e 15 de outubro, refere que, ao todo, arderam 1.798 hectares na região, dos quais 1.451 de mato, 305 de povoação e 42 de terreno agrícola.

No documento divulgado esta terça-feira, Cinfães continua entre os 20 concelhos com maior número de incêndios rurais. Está no 18.º lugar, com 117 fogos e 400 hectares de área ardida durante este ano.

Os números são superiores face ao mesmo período de 2021, altura em que o distrito de Viseu tinha tido 488 incêndios rurais que consumiram 1.355 hectares.
Há um ano, Castro Daire estava entre os 20 concelhos com maior extensão de área ardida, com 544 hectares em 66 incêndios.

Mais de um quarto dos incêndios foi provocado por fogo posto
Segundo o ICNF, mais de um quarto dos incêndios rurais registados este ano tiveram como origem o fogo posto, sendo a segunda causa mais frequente depois das queimas e queimadas.

O relatório avança que, até à data, o incendiarismo, designadamente de pessoas imputáveis, foi responsável por 28 por cento do total.

As queimas e queimadas são a principal origem dos fogos registados este ano e representam 41% do total das causas apuradas, nomeadamente as queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (19%) e queimadas para gestão de pasto para gado (12%).

De acordo com o ICNF, 8% dos incêndios ocorreram devido a motivos acidentais, como uso de maquinaria e transportes e comunicações, outros 8% tiveram como causa os reacendimentos e 2% a queda de raios.

O instituto da conservação das florestas ressalva que 91% dos incêndios rurais verificados este ano foram investigados e têm o processo de averiguação concluído.
Destes, foi possível atribuir uma causa a 63%, ou seja, dos 10.449 fogos registados até 15 de outubro, a investigação permitiu a atribuição de uma causa a 5.963, responsáveis por 88% da área total ardida.

Em todo o país, os incêndios rurais consumiram este ano 110.007 hectares, o valor mais elevado desde 2017, tendo sido o fogo da Serra da Estrela o que registou maior área ardida, com quase 25.000 hectares.

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