Incêndio florestal em Oliveira do Hospital
Incêndio em Arouca
Incêndio em Trancoso
herdade santiago
quartos apartamentos imobiliário viseu foto jc
arrendar casa

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25

Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…

14.08.25

Seguimos caminho por Guimarães, berço de Portugal e guardiã de memórias antigas….

07.08.25
tribunal_justica_2
Bruno Rocha 2025 Cinfães
jose laires
foto
miss teen
praia da carriça
Home » Notícias » Diário » Marcha LGBTQIA+: ‘Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos’

Marcha LGBTQIA+: ‘Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos’

pub
 Marcha LGBTQIA+: ‘Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos’ - Jornal do Centro
09.10.22
fotografia: Jornal do Centro
partilhar
 Marcha LGBTQIA+: ‘Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos’ - Jornal do Centro
09.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
pub
 Marcha LGBTQIA+: ‘Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos’ - Jornal do Centro

Francisca e Matilde, de 15 anos, e Andreia, de 14, foram três das cerca de duas centenas de participantes da Marcha de Viseu pelos Direitos LGBTQIA+, que este domingo (9 outubro) voltou a sair a rua.

Com o mote “Um Movimento em Marcha!”, os gritos de luta pela igualdade fizeram-se ouvir e entre os presentes foi possível ver dezenas de jovens com idades muito parecidas a Francisca, Matilde e Andreia.

As três amigas são gay e contam que cabe-lhes a elas e à sua geração lutar pelos direitos de quem, como elas, só quer “ser feliz”. “Nós vamos ser o futuro e temos uma mente mais aberta e penso que isso é importante para ajudarmos a mudar alguma coisa”, desabafa Andreia.

A jovem conta que sair à rua ainda é preciso, para que se despertem cada vez mais consciências. “Infelizmente, em 2022, há ainda muita homofobia e muitas vezes nem sequer somos respeitados dentro de casa, ou tão bem aceites. É importante para lutarmos por nós e porque quem, infelizmente, já não pode”, atira.

Também Francisca acredita que a luta, seja nas ruas, ou em qualquer lado, é fundamental para garantir os direitos de toda a comunidade LGBTQIA+. “Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos. Se eu gosto de uma pessoa eu tenho medo de sair à rua com ela, por causa dos olhares e comentários e isto é muito importante para mudar isso”, garantiu.

Com Francisca, Matilde e Andreia estava a mãe desta última, que fez questão de dizer que “o mais importante é que sejam felizes”. Andreia aproveitou para contar que com a mãe não foi difícil assumir a orientação sexual, com o pai não foi bem a mesma coisa.

“Quando me assumi foi um choque de realidade, porque a educação da minha mãe também foi diferente e provavelmente ela projetava outras coisas para mim. Mas ela aceitou-me e diz que tem orgulho em mim. O meu pai já não foi tão fácil, mas respeita. E, depois tenho a minha irmã que é um apoio enorme”, conta a jovem que decidiu assumir-se exatamente no dia da última edição da Marcha.

Já no caso de Francisca, apenas os pais sabem que é lésbica. A jovem conta que não é uma situação fácil, sobretudo quando acontecem os tradicionais almoços ou jantares de família.

“Sou assumida para os meus pais, mas para outros elementos não. E é tão chato ir a almoços ou jantares de família onde todos levam os parceiros, mas eu não poder levar a pessoa que gosto por medo de comentários”, conta a jovem que descobriu a sua orientação quando tinha 12 anos, acabando por assumir-se em 2019.

Esta quinta edição voltou a ter como ponto de partida o Parque de Merendas do Fontelo, onde aconteceram os discursos de várias intervenientes, entre eles a vereadora da Câmara de Viseu, Leonor Barata.

Pela primeira vez, de forma oficial, a autarquia participou na Marcha, na sua intervenção Leonor Barata fez questão de sublinhar que a cidade está com a comunidade LGBTQIA+

“Não há duas cidades, não há dois lados da mesma barricada. Estamos juntos”, disse a vereadora que também aproveitou para lembrar que apesar de o caminho não ser fácil esta marcha “é a prova de que todos podem ser aquilo que realmente são”.

Leonor Barata falou ainda da importância de intervir na educação e pediu um país livre “onde amar e ser amado não é crime”.

pub
 Marcha LGBTQIA+: ‘Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos’ - Jornal do Centro

Outras notícias

pub
 Marcha LGBTQIA+: ‘Espero que um dia já não seja preciso fazer isto para termos os nossos direitos’ - Jornal do Centro

Notícias relacionadas

Procurar