obras-768x426
santa_comba_dao_1_varanda_com_estoria-min
hospital de viseu entrada 06 2025
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
Home » Notícias » Colunistas » Mário Soares e Ernesto Melo Antunes

Mário Soares e Ernesto Melo Antunes

30.11.24
partilhar

por
Joaquim Alexandre Rodrigues

Como se viu esta semana, os partidos mais à esquerda no parlamento não gostaram que a Assembleia da República assinalasse o 25 de Novembro de 1975. Um deles, o PCP, até decidiu primar pela ausência. Isto significa que ainda não estão completamente curadas as ressacas do chamado Verão Quente de 1975, verão que foi quente no clima e escaldante na política. 
Depois de o bispo de Braga ter sido humilhado por militares de esquerda no aeroporto de Lisboa, no dia 10 de Agosto, uma caterva zangada assaltou a sede do PCP da capital do Minho e pegou-lhe fogo. Dois dias depois, em Viseu, houve assaltos às sedes do PCP e de outros partidos de esquerda, para além de terem sido estraçalhadas duas lojas de simpatizantes comunistas. Houve doze feridos naquela noite.
A “rua”, tanto à direita como à esquerda, estava a armar-se e a autoridade do Estado diminuía todos os dias. Este caminho para o abismo foi atalhado por dois Homens com agá grande: Mário Soares (que sabia que só a democracia podia salvar o país e tinha força para mobilizar a população civil) e o major Ernesto Melo Antunes (que sabia o mesmo e tinha influência sobre os militares).
O 25 de Novembro de 1975 foi importante porque trouxe ordem às tropas e acabou com o manicómio e a indisciplina nos quartéis.
E o dia seguinte não o foi menos porque trouxe ordem à sociedade civil quando Ernesto Melo Antunes, numa comunicação televisionada a partir do Palácio de Belém, tirou o tapete aos direitolas revanchistas que queriam ilegalizar o PCP. Com a sua autoridade moral, o líder dos militares moderados avisou “que a participação do Partido Comunista Português” era “indispensável” e a nossa democracia tinha “de avançar com ele” e que, se tal não fosse feito, “os portugueses, sem mesmo saberem porquê”, iam lançar-se “uns contra os outros”.
Naqueles dias de todos os perigos estivemos a milímetros da guerra civil. 
A democracia foi salva por Mário Soares. A relutância da ala woke socialista em celebrar o 25 de Novembro é ignorante e estúpida.
A democracia foi salva por Ernesto Melo Antunes. O PCP deve-lhe muito. Faria bem mostrar a sua gratidão àquele capitão de Abril na cerimónia celebrativa do 25 de Novembro do próximo ano.

Jornal do Centro

pub
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu

Colunistas

Procurar