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Mau tempo: Derrocada em Cinfães desaloja uma família e atinge duas estradas

Cinfães registou ainda “danos na escola do primeiro ciclo de Valbom, na freguesia de São Cristóvão de Nogueira, onde parte do teto voou”

 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
13.02.26
fotografia: Jornal do Centro
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 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
13.02.26
Fotografia: Jornal do Centro
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 Mau tempo: Derrocada em Cinfães desaloja uma família e atinge duas estradas

Um casal ficou hoje desalojado na sequência de uma derrocada, a partir da Estrada Nacional 222 (EN 222), em Pias, condicionando a circulação nesta via e cortando-a na Estrada Municipal 1022, em Souto Rio, no concelho de Cinfães.

De acordo com presidente da Câmara de Cinfães, Carlos Cardoso, “ao início da manhã de hoje, deu-se um movimento de massas e desmoronou-se o talude da parte de cima da EN 222, que obrigou ao corte de circulação, embora neste momento já esteja só condicionada”.

A derrocada atingiu também, “uns metros abaixo, a Estrada Municipal (EM)1022)”, obrigando “ao corte da via ali, entre Pias e Souto Rio”, freguesia e concelho de Cinfães, no distrito de Viseu, disse relatou Carlos Cardoso, que falava à agência Lusa, pelas 11:00 de hoje.

“Esta situação levou ainda ao desalojamento de uma família, um casal, que estamos agora a arranjar uma alternativa para viverem enquanto a casa não garante a segurança necessária de habitação”, adiantou o autarca.

O concelho de Cinfães, que está sob aviso amarelo, devido à precipitação e vento, registou ainda “danos na escola do primeiro ciclo de Valbom, na freguesia de São Cristóvão de Nogueira, onde parte do teto voou”.

A escola tem, atualmente, 73 crianças, distribuídas pelo jardim de infância e primeiro ciclo, “que estão nas atividades letivas de forma condicionada, porque foi possível ajustar o espaço que se encontra seguro ao número de alunos”, acrescentou.

Cinfães “tem sofrido [danos] diariamente”, sobretudo “nestas duas últimas semanas, com todas estas depressões”, em infraestruturas, habitações e também nas estradas e a Câmara está a fazer um enorme esforço para repor a normalidade”.

“A Câmara Municipal de Cinfães, desde o anterior executivo, que tem feito várias reclamações junto da Infraestruturas de Portugal, para a degradação das três estradas nacionais que atravessam o concelho (EN 222, EN 321 e EN 225)”, realçou.

“As três estradas estão com um elevado nível de degradação e até a roçar a falta de segurança”, sublinhou.

Carlos Cardoso disse ainda que autarquia enviou, “na semana passada, um ofício a reclamar a verificação do estado da EN 222 (…) e da sua segurança nesta localidade, junto a Pias”, precisamente “onde hoje se deu a derrocada”.

Atualmente, o concelho de Cinfães tem a EM 1022, entre Pias e Souto Rio, e a EM 1029, em Montão, cortadas ao trânsito, alam do condicionamento na EN 222. Entretanto a EM 1025, encerrada em Fornelos, foi reaberta na quinta-feira.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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