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A Associação Empresarial de Viseu (AIRV) e a Associação Comercial do Distrito de Viseu (ACDV) têm entendimentos diferentes quanto ao pacote de medidas anunciado pelo Governo. A tutela avançou com uma linha de crédito no valor de 600 milhões de euros. O executivo alargou os apoios a indústrias de consumo intensivo de gás, apoios à formação, medidas de aceleração da eficiência e transição energética e medidas fiscais.
Numa reação às medidas tomadas pelo Governo, o presidente da Associação Comercial do Distrito de Viseu (ACDV) e vice-presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, Gualter Mirandez, deixa críticas à falta de abrangência.
Diz o responsável que, num pacote de medidas como o anunciado, deveriam figurar mais apoios para mais áreas da economia. “Vamos continuar a trabalhar, sensibilizar o Governo no sentido de que, quando houver estas medidas, sejamos todos contemplados. Falamos numa área industrial ligada à energia e transportes e esquecemos tudo o resto que funciona”, assinalando não ter ficado “desiludido”, até porque, confessa, já esperava que o comércio e serviços pudessem ficar de fora.
Gualter Mirandez reconhece que as medidas “são importantes e que vão com certeza ajudar a ultrapassar esta fase”, mas, por outro lado, são “insuficientes para aquilo que é a economia em geral”.
“Mais uma vez fomos completamente esquecidos pelo Governo. Demos bastantes sugestões e, o que é certo é que, não há praticamente nenhuma medida que diretamente nos apoie. Mais uma vez somos esquecidos. O setor que em Portugal mais contribui para o PIB, uma vez mais, não é contemplado pelo Governo. É uma situação que já estamos habituados”, lamentou.
O presidente da ACDV adiantou que há medidas que poderiam ter sido incluídas neste pacote e que ajudariam o setor do comércio e serviços. “Estamos a falar de apoio direto à tesouraria das empresas, a baixa da TSU, apoio ao pagamento de impostos em atraso por parte das empresas, mas faseado e sem juros… Há um conjunto de medidas que dirigimos ao Governo, nenhuma foi contemplada. Vamos ver o que virá no próximo orçamento de Estado que começará a ser discutido em outubro”, referiu.
Gualter Mirandez diz ser urgente apoiar este setor até porque, prevê, que “os portugueses vão obviamente concentrar o dinheiro que têm disponível nas necessidades primárias, pagamento da casa, alimentação, pagamento de um ou outro impostos, e não podem fazer compras das quais podem prescindir”.
Em sentido contrário, João Cotta, presidente da AIRV refere que as medidas tomadas pelo Governo lhe parecem “equilibradas e extensas”, mas pede “reformas estruturais para ajudar à vida nas empresas”. O empresário refere que o Governo “pode e deve tomar outro tipo de medidas, nomeadamente a redução da carga fiscal e a redução de custos”.
Assinalando que “é muito difícil ser Governo nestas circunstâncias” e que “o próximo ano será muito difícil”, João Cotta confia que o executivo “estará a guardar alguma folga para o futuro”.
“O Governo não pode fazer tudo, mas pode ajudar no controlo do custo de energia que é importante. Agora, em relação à inflação, o Governo não pode ser um seguro de vida. Todos nós temos de nos ajustar face à realidade”, declarou.