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Os hotéis da região esperam uma lotação elevada para as festas do Natal e do fim de ano, apesar das que entraram em vigor.
Se nalguns hotéis a lotação não chega além dos 80 ou mesmo dos 70 por cento, noutros a lotação é esgotada.
O gerente do Hotel Avenida em Viseu, Jorge Loureiro, revela que a taxa de garantia regista-se agora nos 40 por cento depois de vários cancelamentos e adiamentos por causa das medidas do Governo.
“Havia muito entusiasmo relativamente à procura mas, depois do anúncio, houve alguns cancelamentos e muitos adiamentos. E, portanto, a taxa que temos desceu significativamente face ao que tínhamos antes do anúncio. Neste momento, digamos que está tudo na expetativa do que vai acontecer até ao Natal”, explica.
Jorge Loureiro acredita, que caso os números de novos casos da Covid-19 desçam nos próximos dias, “obviamente aqueles que adiaram ou mesmo cancelaram vão reprogramar e garantir a procura que estava estimada na casa dos 80, 90 por cento”.
Também Jorge Costa, administrador da Visabeira Turismo (dona da cadeia de hotéis Montebelo), refere que houve alguns cancelamentos nas reservas devido a alguma incerteza por causa da Covid-19.
“Nós estávamos em linha com a recuperação que também ocorreu no verão, mas com estas restrições que começaram agora a ser impostas, já começámos a vislumbrar alguns cancelamentos, o que pode inverter um pouco a situação que era expetável”, diz.
Segundo o gestor, a expetativa era que a ocupação atingisse os 90 por cento no réveillon e “números ligeiramente mais baixos para o Natal, mas julgo que há uma grande incerteza”.
“Apesar disso, estamos a crer que, com as devidas adaptações para o cumprimento das regras e para garantir a segurança dos nossos hóspedes, o nosso evento de fim de ano se vai poder realizar bem como os de Natal”, acredita sentindo-se “moderadamente otimista”.
Nas Caldas da Felgueira, ocupação atinge 70%. Em Lamego, supera os 90%
Já no Hotel Pantanha das Caldas da Felgueira, em Nelas, a diretora Isabel Paula acredita que a ocupação poderá atingir os cerca de 70 por cento. “Já lançámos o programa do hotel com alojamento e o programa do restaurante com animação e ceia, ou seja, o programa normal ao qual já estamos habituados”, garante.
A gerente acrescenta que também houve “alguns cancelamentos porque as pessoas têm algum receio”, mas garante que os festejos serão feitos com segurança e antevê uma boa procura. “Mesmo no inverno, a nossa perspetiva é que as pessoas nos procurem por causa da neve, do sossego e da tranquilidade que esta região transmite”, aponta.
Mais a norte, em Lamego, o Six Senses Douro Valley já conta com uma taxa de ocupação prevista de 90 por cento para a passagem de ano e 75 por cento para o Natal, “o que é uma total novidade para nós porque a ocupação não era tão alta nos anos anteriores”, revela a relações públicas Joana Van Zeller.
“Já no fim de ano, normalmente atingimos os quase 100 por cento. Portanto, este ano, esperamos que seja novamente o caso”, acrescenta.
Quanto às restrições, Joana Van Zeller frisa que essas medidas também estão a ser adotadas no espaço. “Quando fazem o check-in, as pessoas têm de apresentar teste negativo, bem como o certificado de vacinação ou recuperação. Há cuidados adicionais, mas que já não são novos e estão em vigor desde a nossa primeira reabertura”, lembra.
Lotação esgotada na Serra da Estrela
Já na Serra da Estrela, o otimismo está em alta com a Casa das Penhas Douradas e a Casa de São Lourenço, ambas situadas em Manteigas, a atingirem a lotação esgotada. O diretor-geral destas duas unidades, Nuno Leite, garante mesmo que a procura manteve-se apesar das restrições.
“Mesmo com as medidas anunciadas recentemente pelo Governo, não houve diminuição nem cancelamentos. Estamos lotados para o Natal e a passagem de ano, que estão completamente vendidos maioritariamente para o mercado nacional”, explica.
Nuno Leite sintetiza que, mesmo com as medidas restritivas, as pessoas vão poder visitar e ficar na Serra da Estrela com todos os cuidados.
“Não há restrições na lotação do espaço mas, para maior conforto e segurança, impusemos turnos nos períodos de refeição para que haja maior distanciamento entre as pessoas e que estas possam circular mais confortáveis”, finaliza o diretor.