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O presidente da Câmara de Moimenta da Beira, Paulo Figueiredo, quer urgência na concretização dos projetos de barragens de regadio previstos para a região. O repto foi deixado na visita que nove eurodeputados do Parlamento Europeu fizeram nesta terça-feira (20 de setembro) a duas empresas da fileira da maçã do concelho.
A comitiva da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural visitou a Cooperativa Agrícola da Távora e a Desfruta no concelho, no âmbito da missão que, até esta quarta-feira (dia 21), visita o Norte do país.
A delegação é chefiada pelo eurodeputado Norbert Lins (Alemanha) e tem reunido com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e com produtores de vinho, frutas, produtos hortícolas e lacticínios para discutir a organização dos mercados, a produção biológica, o desenvolvimento rural e a agricultura de pequena escala.
Dentro da comitiva de eurodeputados, estão os portugueses Álvaro Amaro e Isabel Carvalhais. Em Moimenta da Beira, o presidente da Câmara, Paulo Figueiredo (PS), aproveitou a visita para falar da “importância vital” das duas barragens de regadio projetadas para a região: a da Boavista (cujo projeto já foi aprovado, mas ainda não foi construída) e a da Nave (cujo projeto foi chumbado).
“A maçã é o petróleo da nossa região, e com o potencial que temos, enquadrados numa região que representa mais de 35% da produção do país, é efetivamente um problema nós não termos nenhuma barragem de regadio”, alertou o autarca que fez comparações para justificar a construção das duas albufeiras em Moimenta da Beira que, segundo as contas do próprio, representariam um investimento de 20 milhões de euros.
“França e Itália conseguem produzir de 80 a 100 toneladas por hectare, aqui na nossa região é muito difícil chegarmos às 50. Sem as barragens dificilmente conseguimos ter aqui um valor acrescentado na produção por hectare, porque efetivamente nós não temos água e os nossos pomares não dão rentabilidade, como por exemplo aqui ao lado em Espanha, na zona de Lérida, que produz entre 80 e 90 toneladas por hectare”, exemplificou Paulo Figueiredo que classificou esta situação como um “grande dilema”.
O autarca de Moimenta da Beira referiu que a autarquia tem dialogado com o Ministério da Agricultura a propósito deste dossiê e pediu o “empenho” dos eurodeputados para ajudar na matéria.
“Estamos a falar de um investimento de cerca de 20 milhões de euros. Não há nada de tão transcendente quanto isso, já que o Estado português e a União Europeia gastaram já muito mais em comparticipações para construção de charcas, furos, poços e não temos o problema resolvido. Falta-nos aqui um grande reservatório de água para minimizarmos este problema”, afirmou.
A comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural que veio de Bruxelas também integra eurodeputados de Itália, Bulgária, Bélgica, Dinamarca, República Checa e Espanha.