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Os moradores da antiga estrada de Santiago, em Viseu, estão fartos de lidar com os esgotos que vêm para a via pública sempre que chove como aconteceu nos últimos dias.
A via fica inundada com a água do rio e para piorar ainda mais a situação, as tampas da rede de saneamento básico levantam, arrastando dejetos, toalhetes e pensos higiénicos, entre outros materiais para a estrada. Quem passa na rua fala num cheiro nauseabundo.
“Não é preciso de chover muito, qualquer bocadinho de água as tampas dos esgotos saltam logo e a limpeza do rio não é feita”, explica Jorge Correia de 65 anos.
Segundo este habitante de Santiago, os problemas começaram há uns anos quando foi instalado o saneamento básico.
“É inadmissível e impressionante o que se passa aqui. São pensos higiénicos, dejetos. Desde que puseram aqui os esgotos é o que se vê, o cheiro é nauseabundo e quando está calor há melgas”, conta.
António Cardoso, 59 anos, também se diz revoltado. Acusa a Junta de Freguesia de Viseu e a Câmara Municipal de nada fazerem para resolver o problema, apesar dos sucessivos contatos.
“É uma vergonha. Estamos viver dia a dia nisto e não há solução para isto. Estou aqui a morar há 22 anos, desde que fizeram a estrada acontece isto. Queremos sair de casa para ir trabalhar e não temos hipóteses. É a água, o cheiro, é tudo”, critica.
Jorge Correia salienta que os moradores da zona estão fartos de reclamar. “Não fazem rigorosamente nada. Quando rebentam as tampas põem um bocadinho de alcatrão e o lixo é o que se vê, é uma porcaria. Se isto é a cidade jardim como apregoam eu prefiro viver na lixeira”, remata.
Arlete Santos, de 73 anos, também não esconde a sua revolta. Diz que sempre que chove mais um pouco não consegue ir para as suas terras e aviar os seus animais.
“Desde que fizeram os esgotos foi um problema. É um cheiro desgraçado aqui. Tenho aqui as minhas terras e criação e há alturas em que não se pode andar”, refere.
“É revoltante porque isto é uma comua, a gente não pode estar aqui. É só porcaria e um cheiro desgraçado”, conclui.
Ao Jornal do Centro, o diretor do Serviço Municipalizado de Água e Saneamento de Viseu (SMAS), Carlos Tomás, explica que a situação vivida na rua de Santiago acontece apenas quando chove com mais intensidade.
“Quando chove muito o coletor, que tem ligações indevidas de águas pluviais de habitações e infiltrações, entra em sobrecarga e as tampas levantam”, justifica.
O município, salienta, está nesta altura a desenvolver um projeto para separar os sistemas de águas residuais das pluviais, num problema que acontece em vários pontos da cidade. Esta obra irá a ajudar a resolver a situação, defende, acrescentando não haver ainda uma data para a realização desta empreitada.