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Não basta ser honesto

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
24.10.25
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 Não basta ser honesto

por
Jorge Marques

Vivemos a política com uma cultura do futebol, onde cada um tem o seu clube e poucos já gostam da arte e das técnicas do jogo. Existe muito pouca gente que veja um jogo sem ter demasiada preferência por uma das equipas. O que é precisa é ganhar, aconteça o que acontecer! Quando digo demasiada preferência, esse é o escalão menor de uma unidade de medida que acaba no fanatismo.

Mas se as coisas já são agressivas desta forma, imaginem o que seria se cada equipa pudesse escolher um árbitro para os seus jogos? A outra equipa escolheria um diferente e depois alguma assembleia votaria e decidiria por fim o árbitro. Aquele que perdesse o jogo reclamaria sempre, tivesse ou não razão, com mais ou menos violência.

Levámos a política para este caminho, sobretudo nesta eleição presidencial. Todos os partidos/clubes querem ter o seu candidato. Isto na única eleição onde não é permitida a apresentação de partidos/candidatos, mas apenas de cidadãos /candidatos. Apesar disso, os partidos fabricam os seus candidatos, aqueles que vêm das suas fileiras e com isso dão a volta ao texto. Claro que aparecem todos como independentes, apesar da gente lhe conhecer a história!

A Sociedade Civil, aquela que ainda acredita que a política é para servir o país e não apenas os diversos interesses, vê-se assim afastada de uma corrida que deveria ser sua. Aos poucos, esses verdadeiros candidatos são obrigados a desistir por falta de todo o tipo de apoios. Nestas eleições perfilavam-se três excelentes candidatos vindos da Sociedade Civil. Qualquer um deles daria um excelente Presidente da República. Um deles desistiu por falta de apoios, porque os cidadãos estão amarrados aos seus clubes; o outro acabou mandatário de um candidato, quando era ele que deveria ser o candidato; o outro mantém-se na luta e tem todo o sistema contra ele.

Qual é a grande falácia destas eleições? É o abuso do conceito de “experiência política”! Porque experiência não significa a repetição de comportamentos e saberes. Experiência significa que o conhecimento se desenvolve e com isso se faz melhor e diferente. O que acontece é que estão a chamar experiência ao que se repete e copia e isso não passa de antiguidade na política!

Esperava que os candidatos se centrassem no país, nos seus imensos problemas, numa cultura política saudável e não numa repetição dos confrontos, estilos já gastos e de outros campeonatos. Há um provérbio atribuído a Júlio César e que vem a propósito: À mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta… 

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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