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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
Park scene with a curved waterway, stone arch bridge on the left, and a large tree centered by grassy banks in sunny weather.
Line of motorcycles parked in front of a historic municipal building, with riders in white shirts standing beside them on a cobblestone plaza.
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“Não há filmes bons por terem bons temas, há filmes bons por terem temas bem filmados”

VistaCurta com inscrições abertas até 30 de junho

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 “Não há filmes bons por terem bons temas, há filmes bons por terem temas bem filmados”

A caminho da sua 10.ª edição, o vistacurta, festival de curtas-metragens, continua a movimentar o audiovisual da região de Viseu. Rodrigo Francisco, coordenador geral do Cine Clube de Viseu,revelou os critérios para a competição e defendeu que o público português sabe dar valor ao cinema nacional quando existe qualidade.

Segundo Rodrigo Francisco, a expectativa é terem cerca de 300 curtas-metragens a concurso, filmadas nos dois anos anteriores. Destas três centenas, os jurados devem escolher apenas entre 16 a 18 finalistas para a competição. O júri de seleção tem sete pessoas com gostos diferentes e privilegia visões ousadas. “Não há filmes bons por terem bons temas, há filmes bons por terem temas bem filmados” afirma o coordenador do Cine Clube de Viseu, ressaltando, ainda que o festival recebe poucos documentários em comparação com filmes de ficção.

Uma das grandes inovações do festival é o Júri Jovem, composto por estudantes do ensino secundário, que avaliam os mesmos filmes que os realizadores adultos. “Os jovens de 15 a 17 anos procuram coisas totalmente diferentes no cinema do que os profissionais do setor, que são pessoas de 40 e 50 anos”, destaca Rodrigo Francisco, reforçando que esta é a melhor forma de perceber o que o público do futuro gostaria de ver.  

Com um grande impacto na região, a categoria de produções locais tem um papel transformador. O vistacurta dá a oportunidade a jovens e estudantes de exibirem os seus filmes numa sala de cinema real, com um ecrã de sete metros e público verdadeiro. “O maior impacto de todos, é para os próprios autores dos filmes locais. Que nos dizem que nunca imaginaram poder passar um filme que eu fiz só com amigos”, afirma o responsável. 

Rodrigo Francisco recusa a ideia de que os portugueses só valorizam o que vem de fora. Para ele, o público apoia o cinema quando o trabalho é bem feito e como exemplo de talento na região, relembra que alguns dos melhores diretores de fotografia de Portugal, como Leonardo Simões e Marta Simões, que nasceram em Viseu.

O verdadeiro sucesso do vistacurta não se mede apenas pelos números de produções ou pelos prémios. Rodrigo Francisco afirma que o maior impacto do festival é na criação de uma identidade e ver a cidade de Viseu transformada em um polo audiovisual, aproximando os jovens estudantes, os produtores e garantindo que o cinema da região seja visto e valorizado.

O festival do Cine Clube de Viseu atribui as seguintes distinções e valores: Competição Local (€1.500): Dedicada a filmes (ficção, documentário, animação ou videoclips) realizados no distrito de Viseu; e Competição Nacional (€1.500): Para produções portuguesas com duração até 20 minutos. A edição 2026 decorrerá nos dias 13 a 17 de outubro, e além dos filmes oferecerá também conversas com o público, aulas de cinema, workshops e concertos. As Inscrições estarão abertas até 30 de junho.

Por: Ana Luiza Ferreira e Maria Vilas Boas, alunas do 2.º ano do curso de Comunicação Social da Escola Superior de Educação de Viseu

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