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Nero: a história de um cão que esteve ao serviço do país

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 Nero: a história de um cão que esteve ao serviço do país - Jornal do Centro
12.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Nero: a história de um cão que esteve ao serviço do país - Jornal do Centro
12.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Nero: a história de um cão que esteve ao serviço do país - Jornal do Centro

Quando chegou à vida de Carlos Ribeiro, há praticamente 15 anos, chegou para ser, como tantos outros, um cão de casa, de família. Mas Nero, um labrador retriever chocolate e a personagem principal desta história, desde cedo mostrou que os anos que teria pela frente não seriam “apenas” para ficar em casa.

“Ele veio só para ser um cão de família, só isso. Mais tarde, com o Nero já com quatro anos levei-o para que ele se ambientasse a outros cães, ainda que ele tivesse já algum treino de socialização”, conta Carlos Ribeiro.

“Entretanto foi lançado o desafio e testámos o cão, logo no primeiro dia o Nero fez tudo o que um cão de busca tem que fazer, menos ladrar porque não sabia que tinha de o fazer. Ele procurou quem se foi esconder e eu fiquei: mas o meu cão sabe fazer isto?”, lembra.

Desde cedo que Carlos Ribeiro percebeu que Nero era diferente, que tinha qualidades, foi trabalhando com ele e juntos iam aprendendo. Mas nem sempre foi fácil.

Carlos Ribeiro conta que no início “poucos acreditaram”, mas a confiança no amigo falava mais alto. “Comecei a andar um pouco sozinho, por carolice, por interesse meu e também por desafio a mim próprio. E dadas as característica do Nero e as qualidades que ele apresentou, desde o início, comecei a pesquisar e a falar com outras pessoas de outros pontos do país e comecei a sair um bocadinho do meu casulo e a entrar em algumas portas. Algumas como entrei assim saí”, recorda.

Carlos Ribeiro já era bombeiro quando Nero passou a fazer parte da família. Com a boa evolução do seu companheiro, onde em muito colaborou a Associação de Resgate Cinotécnico de Sintra, surgiu a ideia de integrá-lo numa equipa cinotécnica nos bombeiros. O que acabaria por acontecer, na corporação dos Bombeiros Voluntários de Viseu.

Nero esteve na origem da equipa cinotécnica dos Bombeiros Voluntários de Viseu e esteve ainda, com Carlos Ribeiro, nos Bombeiros de Tondela onde consolidou conhecimentos e também de participações em buscas.

Nero participou em mais de uma dezena de operações de busca e salvamento de pessoas. Carlos Ribeiro recorda uma em especial e que terminou com um final feliz: Nero encontrou uma jovem de 15 anos.

“O Nero já estava nos limites, eu cheguei a ponderar parar porque que ele já estava cansado, mas de repente saiu disparado e encontrou-a. Tudo o que nós ansiamos é ouvirmos o nosso cão a ladrar, mas nos treinos é uma coisa, quando é uma situação real é completamente diferente”, conta.

Carlos Ribeiro tem por Nero um amor que diz “até ser difícil de compreender”, mas a verdade é que sempre ouvimos dizer que os cães são os fiéis amigos de quatro patas. Acredita que era (é) especial e naquele dia isso ficou muito claro.

“A menina foi levada para a ambulância e eu andei com a GNR à procura do Nero porque não estava em lado nenhum, queria dar-lhe água e comida. Quando demos conta, estava dentro da ambulância à cabeceira da maca. Os bombeiros foram excecionais, porque perceberam o porquê de ele estar ali e não o mandaram embora. Para as crianças é tranquilizador mas para ele também foi”.

Quando, em 2019, começou a ser regulamentada a busca de pessoas desaparecidas, o Nero estava no processo de pré-certificação de binómios (trabalhou sempre com autorização da GNR), ainda fez algumas provas mas acabou por não conseguir passar a última.

Em finais de 2019, Nero deixou a equipa e, como diz Carlos Ribeiro em jeito de brincadeira, foi viver e aproveitar a reforma em casa.

Há pouco mais de uma semana, Nero deixou de fazer parte da equipa, para sempre. Já com algumas dificuldades em andar e algum cansaço, marcado pelo esforço que treinos e ações de busca implicam, Nero partiu “sem sofrimento e com dignidade”, promessa que Carlos Ribeiro fez e cumpriu.

Mas Nero já tem uma “descendente” e que até já esteve em buscas de casos mediáticos, como o de Noa. Kyra, uma border collie, está certificado há dois anos, integra a equipa K9 dos Bombeiros Voluntários de Viseu e Carlos Ribeiro assegura que “é muito boa a trabalha”. Mas.. “Posso ter mil cães mas nenhum vai ser igual ao Nero”.

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