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Lígia Costa Almeida, tem 29 anos, e está há quatro anos em Portugal e há um em Viseu. Natural da “cidade maravilhosa”, como é conhecido o Rio de Janeiro, no Brasil, a emigrante veio com o marido para a terra dos avós.
“A minha família é portuguesa, os meus avós são de Celorico da Beira, na Guarda. As minhas raízes estão por cá”, começa por dizer, salientando que a família sempre cultivou esse sentimento da portugalidade. Faziam muitas sardinhadas e comiam castanhas no início do outono. Aos domingos à tarde té dançavam o vira. Sem surpresas, quando visitou terras lusitanas, pela primeira vez, sentiu-se “como se estivesse de volta à casa”.
Lígia não veio sozinha para Portugal. O outrora namorado, hoje marido, veio para o nosso país fazer uma formação numa escola de aviação em Cascais, enquanto ela frequentava uma faculdade de Odontologia no Brasil.
“A partir de então, fizemos todos os nossos planos para ficar cá em Portugal”, explica.
Formada em Odontologia, Lígia frequenta atualmente o mestrado integrado de Medicina Dentária na Universidade Católica Portuguesa, em Viseu.
“A mudança para Portugal foi ao mesmo tempo muito planeada e muito natural. Eu já tinha familiaridade com o sotaque, os costumes, sentia que estava no ‘lugar certo’. A parte mais difícil é sempre a saudade dos que estão no Brasil”, revela.
A emigrante diz que se sentiu integrada desde a primeira hora em que pisou o solo nacional e garante que nunca teve “qualquer problema”, embora conviva “com pessoas que não tiveram, nem têm a mesma experiência”.
“Viver em Viseu é uma das melhores experiências da minha vida. Nunca me senti tão segura e feliz noutro lugar onde já vivi. Não há o que ‘não gostar em Viseu’. É mesmo uma cidade lindíssima, com pessoas tão amorosas e amigas, que os vizinhos se tornam parte da família”, vinca.
“Portugal proporciona aos emigrantes um lugar seguro para viver, ainda que com a subida dos preços dos imóveis, contas e alimentação, é um país em que se anda com medo da nossa ‘própria sombra’”, conclui.