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O Hospital de Viseu assinalou esta sexta-feira os 25 anos do atual edifício com a inauguração da nova Unidade de Cuidados Intensivos. A valência tem agora mais 12 camas, passando a contar com um total de 20. Antes, a unidade tinha capacidade para apenas oito camas. A nova ala só deve começar a ser ocupada em agosto.
A cerimónia contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, que também presidiu à comemoração do aniversário do edifício do Hospital de São Teotónio.
Em declarações aos jornalistas, o governante disse que esta é “uma obra muito importante para Viseu” e para a região. “O Hospital está de parabéns pelos seus 25 anos e não há melhor forma de celebrar este aniversário com esta expansão da Unidade de Cuidados Intensivos de oito para 20 camas, sendo que a capacidade mais do que duplicou”, afirmou.
Lacerda Sales realçou ainda a importância de se trabalhar em rede no Serviço Nacional de Saúde, acreditando que a nova UCI irá dar um exemplo nesse sentido.
“Um dos grandes desafios que tivemos nestes últimos dois anos foi a capacidade de funcionarmos em rede. É uma lição também para o futuro, mas é uma lição que hoje é consubstanciada no aumento da capacidade desta unidade, que com certeza vai servir toda a população e responder melhor às suas necessidades”, disse.
O investimento na nova UCI foi superior a três milhões de euros. A diretora da unidade, Ana Albuquerque, explicou que o serviço já estava a precisar de um aumento das instalações.
“Foi uma necessidade ao longo deste tempo alargar os cuidados intensivos. Com a Covid, isto foi ainda mais notório e mostrou-se que nós precisávamos no mínimo de mais 12 camas para dar resposta aos doentes e utentes da zona Centro”, explicou.
O novo serviço funciona agora no local onde, antes, operava a enfermaria de otorrinolaringologia e oftalmologia. Segundo a diretora, a partir do próximo mês, a mudança para a unidade será gradual, começando com as quatro camas que estão atualmente na Unidade de Cuidados Intermédios de Cirurgia.
“Temos oito camas na nossa antiga unidade e mais quatro na Cirurgia porque precisamos de um alargamento e ficaram sempre essas quatro camas que vão inicialmente mudar para aqui. Depois, será alargada em função dos recursos humanos”, disse Ana Albuquerque, que aproveitou de seguida para se queixar da falta de clínicos no serviço.
“Quando temos só quatro médicos a fazer noites, falta muito. Nós agora somos oito médicos, mas só quatro estão a fazer as noites”, lamentou. A diretora admitiu que o ideal seria que o serviço tivesse, pelo menos, dez médicos “para poderem estar sempre dois médicos por dia nas 24 horas”.
Já Lacerda Sales garantiu que o Governo tudo fará para conseguir que o SNS consiga reter os seus profissionais de saúde. “Quando oferecemos melhores respostas, são necessários mais recursos humanos e ainda bem porque o que temos de fazer todos os dias é fazer um esforço para reter e fixar esses recursos humanos para que possam ter projetos de carreira, sentirem-se valorizados e trabalhar em áreas como esta que são aliciantes para qualquer médico”, disse.
Segundo já tinha afirmado o Centro Hospitalar Tondela-Viseu, a intervenção nos Cuidados Intensivos dotou o serviço “de uma maior operacionalidade no tratamento dos doentes com doença crítica, através da dotação de novos equipamentos e melhores condições de prestação de cuidados, nomeadamente pela criação de quartos com pressão negativa”.
CHTV pede rapidez no projeto para a Psiquiatria
Ainda na cerimónia, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar, Nuno Duarte, reclamou urgência na construção do novo edifício do Departamento de Psiquiatria, junto ao edifício do São Teotónio.
O gestor justificou “pela premissa” da obra a nível regional e também “pela necessária articulação médica e pela boa economia hospitalar”, frisando ainda que o projeto está inscrito no Plano de Recuperação e Resiliência.
Atualmente, o hospital psiquiátrico funciona há vários anos em Abraveses.