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O papel do urbanismo e da mobilidade na promoção da inclusão social está hoje em debate, em Viseu, num seminário que reúne representantes de instituições de ensino superior, responsáveis autárquicos e especialistas, para analisar os desafios da construção de territórios mais acessíveis e inclusivos.
A iniciativa, promovida pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal e pela Universidade Politécnica de Viseu, decorre no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu.
O programa inclui a apresentação do estudo “Urbanismo e Mobilidade: Que papel na Inclusão Social?”, a cargo de Joana Carvalho, do Departamento de Investigação e Projetos da EAPN Portugal, que servirá de ponto de partida para uma reflexão sobre a forma como o planeamento urbano e os transportes podem contribuir para combater desigualdades e facilitar o acesso de todos à cidade.
A sessão de abertura conta com intervenções de Maria José Vicente, coordenadora nacional da EAPN Portugal, e de Sara Felizardo, vice-presidente da Escola Superior de Educação de Viseu, seguindo-se uma conferência de abertura por Paula Teles, presidente executiva da MPT.
O seminário prossegue com um painel de comentário e debate que reúne Carla Gonçalves, do Conselho Local de Cidadãos de Viseu da EAPN Portugal, Eduardo Gouveia, presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, João Pedro Cruz, vice-presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Nuno Martinho, secretário executivo da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, e Rúben Gonçalves, da área de Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal de Oliveira de Frades.
A discussão será moderada por Armanda Branquinha, do núcleo distrital de Viseu da EAPN Portugal.
A sessão de encerramento contará com a participação de José dos Santos Costa, reitor da Universidade Politécnica de Viseu.
A iniciativa pretende promover a reflexão sobre a relação entre o planeamento das cidades, as condições de mobilidade e a inclusão social, num contexto em que o acesso aos transportes, aos equipamentos e aos serviços constitui um fator relevante para a participação plena dos cidadãos na vida das comunidades.