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‘O susto é um Mundo’ de Vera Mantero no Teatro Viriato

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 ‘O susto é um Mundo’ de Vera Mantero no Teatro Viriato - Jornal do Centro
29.01.22
fotografia: Jornal do Centro
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 ‘O susto é um Mundo’ de Vera Mantero no Teatro Viriato - Jornal do Centro
29.01.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 ‘O susto é um Mundo’ de Vera Mantero no Teatro Viriato - Jornal do Centro

A coreógrafa Vera Mantero explora alguns antídotos para “os sustos do nosso presente, como o fascismo, o fanatismo e o ecocídio”, na nova peça “O Susto é um Mundo”.
O novo trabalho de grupo, da criadora, percorre questões ligadas às contradições da sociedade contemporânea, que passam pela ética, o politicamente correto e a educação para a cidadania.

A peça é apresentada este sábado, no Teatro Viriato, em Viseu, no âmbito do festival de dança NANT (Novas Ações, Novos Tempos).
Com direção artística e interpretação de Vera Mantero, em cocriação e interpretação de Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas, e Teresa Silva, a peça tem desenho de luz de Leticia Skrycky, criação sonora e interpretação de João Bento, cenografia e adereços de João Ferro Martins, figurinos de Marisa Escaleira, e insere-se na programação do Alkantara Festival.

O espetáculo tem ainda textos de Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas, Teresa Silva e Vera Mantero.
Um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, Vera Mantero iniciou a carreira coreográfica em 1987 e, desde então, tem mostrado o seu trabalho por toda a Europa e em países e estados como Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos e Singapura.
Desde 2000 que se dedica também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e cocriando projetos de música experimental.

Em 2019, apresentou a peça “O Limpo e o Sujo”, sobre a sustentabilidade do planeta, em Lisboa, para assinalar os 20 anos de O Rumo do Fumo, estrutura de criação e produção artística que fundou em 1999.
As preocupações ecológicas são uma constante na carreira desta criadora, que, em 2018, participou, pela segunda vez, num projeto desenvolvido no Brasil, na região da Amazónia, onde artistas de todo o mundo estiveram a realizar ‘workshops’ que ligavam a arte e a natureza.

Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospetiva do seu trabalho até àquela data, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera”.
Representou Portugal na 2.ª Bienal de São Paulo 2004, com “Comer o coração”, projeto criado em parceria com o escultor Rui Chafes.
Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada, do Ministério da Cultura, e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989.

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