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Home » Notícias » Colunistas » O trotskã francês, professores luditas, o emprego de Mortágua e futebolês na Universidade Nova de Lisboa

O trotskã francês, professores luditas, o emprego de Mortágua e futebolês na Universidade Nova de Lisboa

28.02.26
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por
Joaquim Alexandre Rodrigues

1. Eis a graçola anti-semita que saiu da boca de Jean-Luc Mélenchon, o líder da França Insubmissa, na quinta-feira à noite, num comício em Lyon: 
«Ça fait plus russe ‘Epstine’. Alors maintenant vous direz ‘Epstine’ plutôt qu’Epstein, ‘Frankenstine’ au lieu de ‘Frankenstein’»; 
«Soa mais russo ‘Epstine’. Então agora vocês vão dizer ‘Epstine’ em vez de Epstein, ‘Frankenstine’ em vez de ‘Frankenstein’.»

Lá como cá, para as esquerdas radicais, cada vez mais islamistas, se é mau tem que ser judeu. O pedófilo sempre se disse Jeffrey “Epstine”, mas isso é um detalhe para o trotskã francês que sonha ir à segunda volta das presidenciais de Abril de 2027, isto é, quer entregar França à ultradireita, a Marine Le Pen (se esta conseguir ultrapassar os sarilhos jurídicos em que está metida) ou a Jordan Bardella. 

2. Tem havido vários casos e casinhos no nosso ensino superior. Eis os três mais badalados:
(i) Um grupo de docentes lançou um manifesto intitulado “Contra a Cretinização Digital no Ensino Superior” a exigir a proibição da “Inteligência” Artificial nas universidades e politécnicos, o que suscita três dúvidas: como proibir?, é desejável proibir?, em que século vivem estes profs luditas?
(ii) Mariana Mortágua arranjou um emprego no ISCTE como coordenadora dos doutoramentos em economia; mal se soube da nova ocupação da ex-líder bloquista, abriu-se uma guerra entre as bolhas de esquerda e de direita nas redes sociais; ora, a polémica não faz sentido: Mariana tem um percurso académico mais do que suficiente para o exercício do lugar a que acedeu por concurso.
(iii) No final de Janeiro, o novo reitor da Universidade Nova deu 90 dias a todas as unidades orgânicas para passarem a usar nomes portugueses; isto é, o homem abriu tiro à bem sucedida NSBE — New School of Business & Economics, onde, para além do nome em estrangeiro, todas as aulas são dadas em inglês; foi um gozo pegado; Pedro Santa Clara, antigo director daquela cosmopolita instituição, acusou o reitor de “capricho, inveja, motivação política ou negligência” e de fazer lembrar “o Claudio Gentile, que entrava em campo para partir as pernas dos adversários”; chegados aqui convém lembrar a forma como Gentile explicou as 23 sarrafadas que deu em Maradona num só jogo: “il calcio non è per ballerine”; adivinham-se mais uns meses de um rigoroso “catenaccio”, cheio de caneladas e poucos golos, entre o plantel do reitor e o da NSBE.

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