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A requalificação da Estrada Nacional 229 deverá concluir em 2026. As autarquias de Viseu e Sátão chegaram esta semana a acordo com a Infraestruturas de Portugal para assegurar a reconstrução da via.
O investimento vai rondar um total de 12,3 milhões de euros. Viseu e Sátão vão contribuir com uma comparticipação de 1,4 milhões, já anunciada no ano passado. Além disso, também vai estar prevista a construção de uma nova variante entre o IP5 e o Parque Industrial do Mundão.
O presidente da Câmara de Sátão, Paulo Santos, acredita que a obra vá mesmo avançar e garante que as duas autarquias estão preparadas para financiar a sua quota-parte do projeto.
O autarca de Sátão realça ainda a “enorme” importância desta requalificação. “É uma ambição das gentes de Sátão e não só porque este troço é usado pelos concelhos vizinhos de Aguiar da Beira, Sernancelhe, Vila Nova de Paiva e até São João da Pesqueira. Eu costumo dizer, em tom de brincadeira, que, do Sátão até Viseu, este é o IC19”, afirma.
Paulo Santos acredita ainda que a empreitada vai permitir pôr um fim aos constrangimentos de trânsito que costumam acontecer na Nacional 229. “Estou convencido que, a certa altura, os constrangimentos de trânsito ainda são maiores porque as filas são contínuas. Foram celebrados protocolos com governos anteriores e esperamos que seja desta que esta obra vá por diante”, afirma.
Já em comunicado, a Câmara de Viseu enalteceu o acordo firmado com a Infraestruturas de Portugal. A vice-presidente da autarquia, Conceição Azevedo, reconhece que este é “um investimento avultado, mas absolutamente necessário no dia-a-dia de quem se desloca entre Viseu e Sátão”.
“A requalificação da EN229 é um sonho antigo que obrigou a três longos anos de negociações e ao empenho diário de toda a equipa do Município de Viseu”, salienta João Paulo Gouveia, o vereador da Mobilidade da autarquia viseense que liderou o processo.
O primeiro acordo assinado foi há cinco anos, com o governo de Pedro Passos Coelho, mas o projeto tem vindo a ser adiado.
Nos termos do acordo de gestão, é atribuída à Infraestruturas de Portugal “a responsabilidade de desenvolver os projetos relativos às acessibilidades em causa, competindo-lhe ainda o desenvolvimento de todos os procedimentos necessários para a sua execução”, enquanto os municípios “disponibilizarão os terrenos municipais que se mostrem necessários à execução destas intervenções”.
A Câmara de Viseu vai contribuir com 1,150 milhões de euros para a obra, enquanto a autarquia de Sátão vai investir 250 mil euros.