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Ordem dos Médicos do Centro defende “equidade e acesso mais justo” à saúde

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 Ordem dos Médicos do Centro defende “equidade e acesso mais justo” à saúde - Jornal do Centro
06.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Ordem dos Médicos do Centro defende “equidade e acesso mais justo” à saúde - Jornal do Centro
06.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Ordem dos Médicos do Centro defende “equidade e acesso mais justo” à saúde - Jornal do Centro

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) defende, a propósito do Dia Mundial da Saúde, “equidade e acesso mais justo à saúde”, e a correção das assimetrias entre o litoral e o interior do país.

“É premente corrigir as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde na região Centro e as assimetrias entre litoral e o interior”, refere o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, a propósito do Dia Mundial da Saúde, que é assinalado na quarta-feira (7 de abril).

Carlos Cortes acrescenta que também são necessários “programas de prevenção em Saúde, para prevenir doenças graves, tais como a obesidade, a diabetes, as doenças cérebro-cardiovasculares, o cancro”. “Temos ainda um longo caminho a percorrer num modelo de sociedade mais saudável”, aponta.

Carlos Cortes alerta que, este ano, há uma outra “gritante desigualdade” que poderá comprometer o desiderato da Organização Mundial da Saúde (OMS), que são “as desigualdades no acesso às vacinas contra a Covid-19”.

“Poderemos estar perante uma patologia silenciosa que pode condicionar a nossa vida num futuro próximo. Neste caso, estamos ainda muito longe de contribuir para uma sociedade mais justa”, alerta.

O presidente da SRCOM refere, ainda, que as vacinas “estão a construir um mapa-mundo de profundas desigualdades de oportunidades e de prevenção” da doença.

“Falta-nos solidariedade e entreajuda entre Estados neste capítulo, e essa deveria ser uma prioridade na agenda internacional”, defende.

Carlos Cortes lembra que “os países mais desenvolvidos vacinam uma pessoa por segundo, em média, enquanto alguns mais pobres e desprotegidos não estão a receber qualquer dose da vacina”.

“Estamos perante uma resposta desigual e muito injusta. O êxito na luta a esta pandemia passa por um esforço conjunto”, aponta.

O responsável refere também que o tema escolhido pela OMS é “especialmente pertinente num ano tão complexo” como o que se tem vivido desde a declaração da pandemia da Covid-19.

“Este vírus, espalhado à escala global, evidenciou muitas desigualdades na prestação de cuidados de saúde, como é o caso da região Centro, na dicotomia entre litoral e o interior, com o desinvestimento nas unidades e recursos humanos de Saúde nas zonas mais periféricas e do interior do país. Deste ponto de vista, não estamos a contribuir para um mundo mais justo”, remata.

Na sua opinião, “’Construir um mundo mais justo e saudável’ é ainda um objetivo de todos os dias e de cada um de nós”.

A data para o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) foi escolhida pela OMS em 1948 e a comemoração anual começou dois anos depois.

Em cada ano há um tema central como prioridade de agenda internacional da OMS.

“O Dia Mundial da Saúde assume-se, pois, como uma oportunidade única de alertar a sociedade para temas-chave na área da saúde que afetam a humanidade, além de desenvolver atividades com vista à promoção do bem-estar das populações, tal como a promoção de hábitos de vida saudáveis”, segundo a SRCOM.

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